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06/08/2014 07h49

Cerâmicas potiguares modernizam produção e são certificadas

As cerâmicas Itajá e Estrutural são as primeiras do Rio Grande do Norte a obter certificação que atesta qualidade dos produtos e melhoria da produtividade

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Para garantir mais agilidade na entrega dos blocos cerâmicos produzidos, a Cerâmica Estrutural – instalada no município de São Gonçalo do Amarante, na Grande Natal - adotou a paletização dentro do processo produtivo. Os blocos passaram a ser envolvidos em filme plástico formando lotes que melhoram a distribuição e o armazenamento. São inovações como essa que contribuíram para empresa obter o certificado do Programa Setorial da Qualidade (PSQ), iniciativa que propõe adequação dos produtos às normas de qualidade voltadas para o segmento.

Assim como a Estrutural, a Cerâmica Itajá, que fica no município homônimo, também foi contemplada com a certificação, promovida pela Associação Nacional da Indústria da Cerâmica (Anicer).  A indústria é uma das principais produtoras de telhas no Rio Grande do Norte, chegando a fabricar 800 mil unidades por mês, que abastecem o mercado local e dos estados da Paraíba e Pernambuco. “Com a certificação, agregamos valor ao material produzido e podemos ganhar mais mercado. Agora, damos garantia aos nossos clientes de que o nosso produto é de qualidade”, defende o proprietário da Cerâmica Itajá, Vargas Soliz Pessoa, que também é presidente do Sindicato da Indústria da Cerâmica para Construção do estado (Sindicer-RN) . A indústria promoveu melhorias na linha de produção e chegou a reduzir para 5% o índice de desperdício.

Os certificados foram entregues em solenidade realizada na abertura do 43º Encontro Nacional da Indústria da Cerâmica Vermelha, realizado na semana passada em Belém (PA), que contou com uma delegação de empresários potiguares. Com isso, as empresas tornam-se as primeiras do segmento com atestado de qualidade. Isso porque o PSQ é uma iniciativa que estimula a adequação dos produtos fabricados pela indústria ceramista às regras da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) e do Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro).

Trata-se de um conjunto de regras, envolvendo variáveis, como resistência à compressão, dimensões, índice de absorção de água e posição dos furos, entre outros itens técnicos específicos para cada tipo de material.

Essa normalização está dento das propostas do Programa Brasileiro de Qualidade no Habitat (PBQP-H), do Ministério das Cidades que propõe organizar o setor da construção civil em torno da qualidade dos produtos e modernização do processo produtivo. Para chegar a esse patamar, as empresas participam do PSQ, resultado de uma parceria entre o Sebrae e a Anicer. Esse programa disponibiliza consultorias – 80% custeadas pelo Sebraetec - para a adequação das empresas aos padrões de qualidade.

No Rio Grande do Norte, treze cerâmicas estão nesse projeto, das quais a Estrutural e a Itajá já foram certificadas. “A nossa expectativa é, até 2017, ter 30 indústrias de cerâmicas certificadas pelo PSQ no estado”, estima o gestor do projeto da Cerâmica Vermelha no Sebrae no Rio Grande do Norte, Edilton Cavalcanti.

*Fonte: Sebrae RN


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