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10/11/2011 09h19

Encontro de Redes reúne em Natal empreendedores de todo o Brasil

Até agora, são 1.129 redes e Centrais de Negócios existentes nas cinco regiões brasileiras.


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O comércio é o segmento em que o modelo de centrais de negócios ainda é mais forte no Brasil. O mapeamento feito pelo Sebrae revela que, das 778 redes ativas no País, 458 estão ligadas ao setor comercial, sobretudo nos ramos supermercadista, farmácias e venda de materiais de construção. Os setores de serviços, agronegócios e indústria reunem respectivamente 130, 97 e 93 redes.

Até agora, são 1.129 redes e Centrais de Negócios existentes nas cinco regiões brasileiras. As informações foram divulgadas durante a abertura do II Encontro Nacional das Redes e Centrais de Negócios, que está sendo realizado em Natal (RN).

"Acreditamos que esse crescimento das redes vem ao encontro dos desafios das pequenas empresas, principalmente em relação à competitividade e poder de barganha junto a fornecedores. A cooperação sana esses gargalos. As centrais de negócios vêm ao longos dos anos mostrando ser um importante indutor para competição das pequenas empresas, desde que tenha a cooperação com foco em negócios", explica o coordenador nacional das Centrais de Negócio do Sebrae, Eraldo Ricardo dos Santos.

O executivo explica que o fato de a maior concentração das centrais de negócio ainda estar no setor de comércio, mais especificamente na área de supermercado. "Isso ocorre em função da concorrência com grandes grupos. Foi preciso os pequenos, localizados em bairros, unirem-se para competir com essas grandes redes. Há em alguns estados redes tão consolidadas que o grande não consegue se estabelecer devido à força que têm, formando uma barreira competitiva", demonstra Eraldo Santos.

Segundo o coordenador, o crescimento das redes no segmento serviços ocorre pela possibilidade de ganho em escala e abrangência, já que a prestação de serviço deve estar onde o cliente está. "Com uma central de negócios, é possivel criar uma padronização mínima e assim conseguir escala de atendimento, podendo levar a marca para outros lugares, além da facilidade de capacitação e treinamento de pessoas".

Diversificação
Contabiliza-se redes em mais de 70 tipos diferentes de atividades. No segmento de serviços, o País possui redes de imobiliárias, petroleo e gás, informática, automecânica, hoteis, bares e restaurantes e incubadoras. Já no setor industrial, os negócios estão diversificados nos ramos de móveis, confecção, construção civil, vinicultura, panificação, metalmecânico, couro e calçado, além do minério. Enquanto no agronegócio, o ponto forte das redes está na fruticultura. Mas, há também na área de apicultura, café, leites e derivados e multisegmento.

No segmento do comércio, há uma predominância nas redes de supermercados, farmácias e material de construção. Porém, o País conta também com associações de artesanato, autopeças, móveis, decoração e eletrodomésticos.

O II Encontro Nacional de Redes e Centrais de Negócio está sendo realizado no Praiamar Hotel e reúne cerca de 500 participantes de 20 estados. O evento prossegue até esta quinta-feira (10), quando haverá reuniões setoriais de várias redes e centrais de negócios. Durante a abertura, o diretor superintendente do Sebrae-RN, José Ferreira de Melo Neto, destacou a importância das redes no cenário local, já que, hoje, o Rio Grande do Norte possui 26 redes bem consolidadas e que juntas têm um faturamento médio anual de R$ 1,56 bilhão.

 

Fonte: Agência Sebrae RN


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