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31/10/2012 14h40 - Atualizado em 31/10/2012 14h44

Projeto sugere construção de barragens subterrâneas no Sertão Potiguar

A proposta do projeto, desenvolvido pelo Sebrae, é sugerir e colocar em prática medidas que ajudem a minimizar o cenário desolador causado pela estiagem

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As ações de enfrentamento à seca no Sertão Potiguar, previstas no Projeto de Apoio à Gestão e Convivência com o Semiárido, desenvolvido pelo Sebrae no Rio Grande do Norte avançam nos municípios com situação de emergência decretada no Estado. A partir desta quinta-feira, 1º, tem início a fase de orientação técnica nos 1.800 empreendimentos rurais atendidos pelo programa. A ideia é sugerir e colocar em prática medidas que ajudem a minimizar o cenário desolador causado pela estiagem. Construção de barragens subterrâneas e criação de atividades que gerem renda aos agricultores são apontadas como ações imediatas.

Os dados que compõem o cenário negativo estão registrados no diagnóstico aplicado pelos consultores credenciados do Sebrae nas propriedades rurais durante o último mês. O gestor do Projeto de Apoio à Gestão e Convivência com o semi-Árido, Valdemar Belchior explica que, para a adoção das medidas em caráter de urgência, o Sebrae-RN buscará os apoio de instituições públicas, como o Governo do Estado e prefeituras. "Vamos buscar discutir essas sugestões e o apoio das prefeituras e do Governo do Estado. Temos que concentrar esforços para amenizar a situação enfrentada pelos agricultores", frisa.

Ainda dentro das ações a serem desenvolvidas junto aos agricultores estão a disseminação de técnicas para a utilização racional de água, passando por desenvolvimento de tecnologias - como a Produção Agroecológica Sustentável (PAIS), além de criar parcerias com instituições financeiras que disponibilizam linhas de crédito específicas para a situação emergencial da estiagem. Também integra a lista de medidas a orientação financeira, com foco na renegociação de dívidas e crédito emergencial.

Responsável pela aplicação dos diagnósticos em municípios da Região do Alto Oeste Potiguar, o consultor Mário Sérgio Ferreira explica que, além do quadro desfavorável causado pelo fenômeno natural da seca, a falta de informação prejudica diretamente diversos agricultores. "Na maioria dos casos eles desconhecem completamente e nunca aplicaram técnicas simples, como plantio de palma ou de outras culturas que podem ser utilizados para a manutenção do rebanho durante a seca. Isso prejudica muito, e ajuda a aumentar os estragos da seca", avalia.

As ações do Projeto de Apoio à Gestão e Convivência com o Semi-Árido seguirão até julho de 2013. A ideia é promover condições necessárias para a manutenção de, no mínimo, 95% do público alvo em suas propriedades.

 

Fonte: Agência Sebrae RN


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