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27/09/2011 15h38 - Atualizado em 27/09/2011 15h47

Bordadeiras e artesãos do Seridó apresentam pedido formal do selo ao INPI

A reunião ocorreu em Caicó e contou com a presença de representante do INPI.

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A intenção de obter o selo de Indicação Geográfica para o bordado seridoense foi apresentada formalmente ao Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) pela Cooperativa de Bordadeiras e Artesãos do Seridó na sexta-feira (23). O coordenador de Fomento e Registro do órgão, Luiz Cláudio de Oliveira Dupim, participou de reunião com as artesãs, em Caicó. O executivo do INPI garantiu que o certificado pode fomentar a economia local e ajudar as peças ganharem novos mercados, já que o selo atesta a procedência do produto e inspira a confiança ao consumidor.

"A indicação geográfica agrega valor, aumenta a qualificação dos produtores e favorece o turismo. As pessoas visitam o local para consumir o produto, o que impulsiona uma série de outras atividades econômicas para a região", explicou Luíz Cláudio, durante palestra proferida para os artesãos da região. Segundo o coordenador, o selo é uma espécie de reconhecimento oficial que o governo brasileiro, através do INPI, concede àqueles que comprovem uma reputação ou um vínculo geográfico e, a partir disso, atraiam os olhares do consumidor.

Participaram da reunião o gerente da Unidade de Desenvolvimento Territorial (UDT) e Agronegócio do Sebrae-RN, José Ronil Rodrigues Fonseca, o gestor do projeto Territórios da Cidadania do Seridó, Yves Guerra e os pesquisadores Helder Macedo e Iracema Batista, além das bordadeiras e representantes de oito municípios seridoenses.

Etapas

Para conquistar o selo, as bordadeiras contam com o apoio do Sebrae, através dos Territórios da Cidadania. De acordo com Yves Guerra, o pleito teve início com um estudo que comprovou a relação do bordado com a identidade e a cultura do Seridó. O Sebrae contratou os pesquisadores Helder Macedo e Iracema Batista para fizer o levantamento. "Estivemos com mais de 50 bordadeiras da região para sensibilizá-las, explicando o que é a indicação geográfica, e, juntos, construirmos esse processo", relata Yves Guerra.

A próxima etapa é fazer o regulamento de uso com a entidade representativa e depositar o pedido junto ao INPI. A previsão é que em 2012 o bordado receba o reconhecimento. Além do bordado, o Sebrae está avaliando outros produtos da região que também podem receber o selo. "O INPI tem a meta de expandir a indicação geográfica para outros produtos. Podemos incluir a, por exemplo, a carne-de-sol e os queijos de manteiga e de coalho", sugere o gestor do projeto.

Para a presidente da Cooperativa das Bordadeiras e Artesãos do Seridó, Arlete Silva, a Indicação geográfica vai fortalecer o bordado seridoense e ajudar no processo de organização do segmento. "Existem cerca de 500 pessoas trabalhando com o bordado em toda a região. Esperamos que o selo impulsione a comercialização do nosso bordado em nível nacional e, quem sabe, internacional". Segundo ela, além de Caicó, o bordado é trabalhado fortemente nas cidades de Timbaúba dos Batistas, Serra Negra do Norte, Jardim do Seridó, Ipueira, São João do Sabugi, São José do Seridó e Jucurutu. Atualmente, o Seridó mantém uma produção mensal de 8 mil peças e o bordado gera trabalho e renda para 3,5 mil artesãs da região.

Fonte: Agência Sebrae RN


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