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02/08/2011 11h07

Sindipostos RN alerta para aumento de preço em nível nacional

Petrobras anuncia que terá de importar gasolina até o final deste ano.

Por: Lidiane Lins

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O presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo do Rio Grande do Norte (Sindipostos-RN), Júnior Rocha, afirmou nesta terça-feira (2), que a redução atual dos preços dos combustíveis praticados nas bombas de gasolina de Natal é momentânea e deve ser reajustada em breve.

A pesquisa do Procon Municipal divulgada na semana passada revelou que o preço da gasolina comum caiu 0,23% na última quinzena, passando de R$ 2,674 para R$ 2,668, atingindo o valor mais baixo desde dezembro de 2010.

Segundo Júnior Rocha, o preço mais baixo é reflexo da redução da margem de lucro dos donos de postos da cidade, em resposta à campanha popular pela baixa de preços, e também com o objetivo de fidelizar a clientela. Contudo, as pressões da produção nacional de combustíveis, assim como o aumento dos insumos pagos pelas empresas, devem forçar um aumento do preço repassado às bombas.

"Na verdade, o que acontece é uma promoção feita pelos donos de postos, que ajustaram suas planilhas para oferecer um preço mais em conta, através da redução das suas margens de lucro. Mas os custos de manutenção dos postos estão cada vez mais caros, com o reajuste de 10,2% dos salários e também da energia. Além disso, a tendência nacional é subir o preço, uma vez que a safra não é suficiente para atender a demanda do mercado por etanol. As refinarias estão trabalhando no limite e a Petrobras já começou a importar combustível, a preço mais caro do que é repassado às distribuidoras. Por tudo isso, acredito que o aumento geral dos preços seja só uma questão de tempo", destacou o presidente do Sindipostos.

Importação
A crise do etanol levou a Petrobras a retomar a importação de gasolina depois de cerca de quatro décadas de autonomia. "Para os meses subsequentes, a Petrobrás está avaliando a necessidade de importação e, se existente, estimará o volume a ser importado", informou a petroleira, por meio de nota.

A necessidade de importar gasolina veio dos problemas que o etanol brasileiro vem enfrentando nos últimos meses. A chuva que interrompeu a colheita e o desvio de parte da cana plantada para a produção de açúcar, com excelente cotação no mercado internacional, fizeram com que a oferta do produto fosse insuficiente para atender à crescente demanda.

Os preços do etanol subiram e, pontualmente, houve desabastecimento nas bombas. Com o etanol mais caro, os donos de carros flex deixaram de ver atratividade no combustível e migraram para a gasolina, sob o argumento de uma melhor relação custo/rendimento.

Na semana passada, o presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli, disse que a companhia vai ser obrigada a importar gasolina até o final do ano para atender ao crescimento da demanda interna.

Segundo ele, a estatal terá que comprar combustível do exterior em razão do forte consumo que vem ocorrendo nos últimos meses. "Mesmo sem reduzir a adição do etanol (hoje em 25%), vamos ter que voltar a importar mais gasolina para garantir o consumo", justificou Gabrielli.

 


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