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26/12/2011 18h14 - Atualizado em 02/01/2012 16h19

Governo negocia com Trip e Azul para realizar rotas pelo interior do Estado

Falta de estrutura nos aeroportos de Mossoró e Caicó pode ser empecilho para consolidação de rotas

Por: Marcelo Lima

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Representantes das empresas aéreas Trip e Azul conversam com o governo do Estado desde o primeiro semestre do ano sobre a possibilidade de realizar voos regulares utilizando aeroportos do interior do Rio Grande do Norte.

A Trip estuda um voo que inclua Fortaleza-Mossoró-Natal. Também há possibilidade de inserir Fernando de Noronha nessa rota. Segundo o secretário de Desenvolvimento Econômico, Benito Gama, “a azul também tem interesse. A empresa tem uma pretensão de expandir os voos regionais no Nordeste”. Mossoró e Caicó podem estar nos planos da empresa, assim como Campina Grande (PB) e Arapiraca (AL).   

Na semana passada, o governo do Estado baixou decreto que reduz a alíquota do Imposto de Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre o querosene de aviação. O benefício valerá para empresas que abastecerem no Aeroporto Dix-sept Rosado, em Mossoró, e no Aeroporto/Aeródromo Rui Mariz, em Caicó, a partir do dia 1º de janeiro de 2012. A alíquota caiu de 12% para 5% sobre o valor do produto. A medida já valia para o Aeroporto Internacional Augusto Severo, em Natal. 

De acordo com o decreto Nº 22.491/2011, basta que as empresas iniciem as operações e se inscrevam numa Unidade Regional de Tributação  (URT) para ter direito à desoneração fiscal. “O pedido de inscrição ainda não foi formalizado, mas provavelmente será, porque tinha a Noar que fazia o voo sem esse recurso”, analisou o secretário adjunto de Tributação, Manoel Rodrigues Goés, referindo-se a empresa que fazia um voo de Recife para Mossoró, com escala em Natal. 

No dia 13 de julho um das aeronaves da empresa caiu minutos depois de decolar do Aeroporto Internacional dos Guararapes, na Região Metropolitana de Recife (PE). No acidente, morreram todas as pessoas as 16 pessoas no avião. A rota foi desativada. 

O secretário adjunto da Tributação ressalta que o incentivo não resolve tudo. “Outro empecilho é a estrutura dos aeroportos de Mossoró e Caicó, que precisam de reformas”, comentou Manoel Goés. 

Para o secretário de Desenvolvimento Econômico, Benito Gama, “o problema de Mossoró é de localização, da aproximação dos voos. A governadora inclusive conversou com o presidente da Anac, quando ele esteve aqui para a assinatura da concessão do Aeroporto de São Gonçalo do Amarante”, disse. 

No Aeroporto/Aeródromo de Caicó, “o problema é menor”, avaliou o secretário, mas não informou exatamente o que deveria ser resolvido.

Interiorização da economia

Conforme Benito Gama, o governo do Estado tem o objetivo de interiorizar a indústria. Ele reconhece que a porta de entrada para possíveis investidores conhecerem o potencial da região do Seridó seria o Aeroporto/Aeródromo Rui Mariz, em Caicó. A confecção e mineração são os nichos propulsores da economia local. “Uma pessoa que vai fechar um negócio, não pode chegar em Natal e levar um dia para chegar a Caicó. Receberemos os executivos e empresários para aquela região que vai crescer muito”, finalizou.     

 


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