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27/05/2013 09h10

Com menos contas em atraso, consumidor terá mais crédito ao longo do ano

Crédito consignado e cartão de crédito foram as principais modalidades responsáveis pelo crescimento da concessão de crédito ao consumidor

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As linhas de crédito consignado (+26,3%) e de cartão de crédito (+8,4%) foram as principais modalidades responsáveis pelo crescimento de 6,4% na média diária da concessão de crédito ao consumidor, entre abril de 2013 e o mesmo mês do ano passado. Em relação a março, segundo o Banco Central, houve queda de -3,0%, já descontados os efeitos sazonais. O crédito ficou mais barato em relação a abril do ano passado, uma vez que houve recuo de 5 pontos percentuais na taxa média de juros, para 34,4% ao ano.

Essa trajetória se deu, principalmente, em razão da queda de 26,4 pontos percentuais no custo das operações no cheque especial. Em relação ao mês anterior, também houve retração (-0,1 ponto percentual) com o barateamento mais expressivo dos juros também no cheque especial (-1,1 ponto). Apesar das quedas, essa modalidade de crédito ainda é a mais cara dentre todas acompanhadas pelo Banco Central, com taxa média de 136,8% ao ano. A quitação dos empréstimos e financiamentos tomados pelos consumidores ocorreu, em média, a cada 46,8 meses, o que hoje representa uma ampliação de 3,1% ante o prazo observado um ano atrás. 

Para a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), confirmadas as expectativas de crescimento econômico (+2,9%) e da taxa Selic (8,25% ao ano em dezembro), a concessão de recursos aos consumidores deverá apresentar avanço real de +7,1% e a relação crédito/PIB poderá fechar o ano em 58,1%, 4,3 pontos percentuais a mais em comparação ao ano passado. “O dado mais importante em relação ao crédito é o fato da inadimplência entre os consumidores ter caído pelo 4º mês consecutivo, atingindo 7,5% da carteira, o menor nível em 17 meses. Com o menor comprometimento da renda das famílias, acreditamos que até o final do ano os pagamentos com atraso superior a noventa dias deverão manter a trajetória de queda”, diz Fabio Bentes, economista da CNC. 

Em relação a março, igualmente, houve aumento de 0,9%. Dentre as principais modalidades de recursos disponíveis, o crédito consignado é o que conta com o prazo médio mais elástico (60,4 meses). A inadimplência evoluiu de forma favorável em relação a abril de 2012, recuando 1,7 ponto percentual e atingiu 7,5% da carteira total, maior baixa em 17 meses. A forma menos arriscada de financiamento é o crédito consignado, já que apenas 2,7% das operações apresentam atraso superior a 90 dias. Em relação a março, a variação foi de -0,1 ponto percentual. Acesse abaixo a análise completa da Divisão Econômica da CNC.

*Fonte: CNC


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