Crise internacional piora e bancos preveem crescimento menor da economiaOs problemas enfrentados pelos países mais desenvolvidos deverão se refletir ainda no mercado de crédito. |
notícias relacionadas
- Demanda do consumidor por crédito recua 1,6% em setembro, aponta Serasa Experian
- Demanda das empresas por crédito recua 4,2% em agosto, indica Serasa
- Demanda do consumidor por crédito cresceu 5,8% no primeiro trimestre
- Demanda do consumidor por crédito reage e cresce 14%
- Demanda das empresas por crédito cresceu 2,1% em abril
- Demanda das empresas por crédito recua 5,0%, indica pesquisa
- Mulheres são maioria na demanda por cartão de crédito, aponta pesquisa
- Conaero anuncia medidas para aeroportos no Carnaval
- Demanda das empresas por crédito reage e inicia 2012 com alta de 9,1%
- Brasil poderá atender à demanda mundial de alimentos, segundo parlamentar
- Falta de qualificação profissional é principal problema da indústria da construção
- Custo de vida da classe média em São Paulo sobe 0,26% em setembro
- Exportações chegam a US$ 202 bi e já superam montante registrado em 2010
- Fipe prevê aumento da inflação este mês na cidade de São Paulo
- Horário de verão começa no dia 16 de outubro no Sul, Sudeste e Centro-Oeste
- Apesar da demanda recorde das indústrias, caiu o consumo de gás natural no Brasil
- Setor de franquias projeta crescimento de 15% no próximo ano
- BC: resultado fiscal do setor público indica cenário mais favorável
- Presidente da Bolsa de Nova York avalia como positiva reação do Brasil contra a crise
- Produtos e serviços procurados para o Dia dos Pais têm inflação de 5,79%
- Presidente da Petrobras não descarta aumento do preço da gasolina
- Baixa renda liderou expansão da procura por crédito no primeiro semestre
- Demanda das empresas por crédito abre segundo trimestre em queda
- Demanda das empresas por crédito recua 4,4% em outubro
A piora do cenário internacional levou os bancos a reduzir a projeção de crescimento da economia brasileira este ano. Pesquisa divulgada hoje (14) pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban) indica que os analistas das instituições financeiras projetam crescimento de 3,5% do Produto Interno Bruto (PIB). Em agosto, estimava-se uma expansão de 3,9%.
O cenário externo foi o motivo apontado pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) para reduzir a taxa básica de juros (Selic) em 0,5 ponto percentual, para 12% ao ano. Os bancos acreditam que a Selic deve cair ainda mais e fechar 2011 em 11%.
Para o economista-chefe da federação, Rubens Sardenberg, boa parte das incertezas em relação a economia global vem da situação da União Europeia, que vive “uma nova rodada da crise das dívidas soberanas”. Os Estados Unidos, apesar de também passar por dificuldades, têm uma situação relativamente estável.
A previsão de crescimento do PIB norte-americano este ano também caiu, na projeção dos financistas, dos 2,5% estimados em agosto para 1,8% no levantamento deste mês. Devido aos impasses entre a oposição e o governo dos EUA, Sardenberg acredita que a situação só seja resolvida com a eleição do novo presidente, em 2012. “Com uma política de ajuste de longo prazo”, ressaltou.
Os problemas enfrentados pelos países mais desenvolvidos deverão se refletir ainda no mercado de crédito, segundo as projeções dos bancos. A previsão de expansão do crédito em 2011 caiu de 16,4% para 16% entre as últimas pesquisas.
Mesmo com a perspectiva de cenário externo ruim, redução no ritmo de crescimento da economia e menor expansão do crédito, as instituições financeiras aumentaram ligeiramente a estimativa de inflação para este ano. Para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a previsão passou de 6,3% na pesquisa de agosto para 6,4% em setembro. O Índice Geral de Preços de Mercado (IGP-M) também foi elevado em 0,1 ponto percentual, para 5,9%.
De acordo com Sardenberg, isso acontece porque, apesar da desaceleração da economia brasileira, ainda existe uma pressão de demanda em relação a produtos básicos com cotação internacional (commodities) e alimentos em geral. “A economia cresce menos, mas o consumo permanece em patamar elevado”, disse o economista.
Com relação ao comportamento do câmbio, as instituições financeiras estimam que o dólar feche o ano cotado a R$ 1,63. Em agosto, a previsão era R$ 1,59.
Fonte: Agência Brasil

