Coutinho foi convidado por Dilma a permanecer no BNDESSegundo fontes, o atual presidente do banco de fomento aceitou o convite da presidente eleita. |
notícias relacionadas
- BNDES firma primeiro contrato de financiamento com associação indígena
- Empréstimos do BNDES caem 1% em 2014 mas estão na margem de estabilidade
- Inscrições em prêmio do BNDES de economia solidária terminam este mês
- BNDES estima investimentos de R$ 4,07 trilhões no país até 2017
- Falta de informação reduz acesso ao crédito entre MPE
- Taxa para financiamentos do BNDES é mantida no menor nível da história
- Desembolsos do BNDES atingem R$ 67,9 bilhões
- CTGás realiza palestra sobre energias renováveis
- BNDES libera financiamento para quatro parques eólicos no RN
- BNDES tem lucro de R$ 9 bilhões em 2011
- Economista Guilherme de Lacerda é nomeado diretor do BNDES
- BNDES aprova crédito de R$ 1,8 bilhão para 26 parques eólicos no Nordeste
- Desembolsos do BNDES de janeiro a setembro somam R$ 91,8 bilhões
- AGN entrega pauta de sugestões para viabilizar parceria com BNDES
- Diretoria da AGN RN lidera pleito ao BNDES
- Empréstimos às micro e pequenas empresas crescem 11%
- BNDES soma R$ 33,9 bilhões em liberações até abril; Infraestrutura absorve 40%
- Fundo Tecnológico do BNDES vai apoiar biotecnologia e energia alternativa
- Câmara aprova MP que concede empréstimo de R$ 30 bilhões em títulos para o BNDES
- Brasil deve receber US$ 2 trilhões em investimentos até 2014, diz presidente do BNDES
- BNDES terá menos recursos para desembolso em 2011
- MPRN e MPF recomendam mudança no edital da Arena das Dunas
- Micro e pequenas empresas dos setores naval e pesqueiro terão Cartão BNDES
Fontes com livre acesso ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva confirmaram nesta quinta-feira, 25, à Agência Estado que Luciano Coutinho foi convidado na véspera pela presidente eleita Dilma Rousseff a permanecer na presidência do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), e aceitou. Na quarta-feira de manhã, uma autoridade próxima a Lula afirmou à AE que "havia indicações" de que Coutinho continuaria à frente do banco oficial.
Ele foi convocado pelo presidente a viajar para Brasília na quarta-feira, o que alterou sua agenda para uma visita a Belo Horizonte, que ocorre nesta quinta. Ontem, ele participou de um evento em São Paulo e depois foi para Brasília, onde permaneceu até a noite. O presidente do BNDES chegou à capital federal no começo da tarde de ontem e se reuniu com Lula e Dilma.
A presidente eleita fez o convite a Coutinho e traçou recomendações sobre a estratégia que espera que o BNDES adote para os próximos quatro anos. O novo governo quer estimular os investimentos de longo prazo, especialmente em infraestrutura, a fim de aumentar a capacidade produtiva do País e elevar o Produto Interno Bruto (PIB) potencial. Dilma está convencida de que a ampliação dos investimentos de longo prazo, com boa gestão fiscal, é o melhor antídoto para conter a alta da inflação, ao mesmo tempo que permitiria que o Banco Central (BC) iniciasse uma trajetória de constante queda da Selic.
Na avaliação do novo governo, a queda dos juros, com inflação baixa, é o cenário adequado que vai garantir a continuidade do desenvolvimento social nacional, com melhora da distribuição de renda e aumento da geração de empregos. Dilma tem como objetivo erradicar a miséria do País em 2014, o que vai requerer que 21 milhões de pessoas saiam daquela condição em quatro anos.
Para a presidente, um esforço mais forte das contas públicas é viável e precisa ser obtido, com ênfase na redução de despesas de custeio da União. Além disso, o aumento dos investimentos públicos e privados são essenciais para ampliar a Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) do País e elevar a capacidade instalada das empresas, o que também dará condições para que o BC possa reduzir os juros. Pelo critério ex-ante, tal taxa está próxima a 6% ao ano, mas a presidente eleita deseja que recue para 2% ao ano em 2014, especialmente com a ajuda da queda da dívida pública líquida, dos atuais 41% do PIB para cerca de 30%.
O ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou ontem à tarde, em entrevista, que recebeu a recomendação de Dilma de que a equipe econômica tem a meta de gerar uma expansão do PIB igual ou maior a 5% nos próximos quatro anos, com inflação sob controle. Coutinho disse recentemente que o aumento dos investimentos de longo prazo, com destaque para a área de logística, é imprescindível para aumentar a poupança doméstica do patamar atual próximo a 17% do PIB para uma marca entre 22% e 23% em quatro anos. Na avaliação de Coutinho, esse novo nível de poupança interna vai credenciar o Brasil a elevar sua capacidade de crescimento entre 5% e 6% ao ano, com preços sob controle.
Fonte: Agência Estado

