Conselho empresarial quer união da América Latina para atrair investimentosA posição de consenso da assembleia do Ceal sugere uma América Latina mais unida. |
notícias relacionadas
- Brasil sobe 5 posições em ranking mundial eólico
- Setor eólico abre mais de 50 oportunidades de negócios
- BNDES financia novos parques eólicos em PE e RN com R$ 665,4 mi
- Nordeste desponta como polo da energia eólica brasileira
- Dilma diz a empresários que Brasil continua seguro para investimentos
- Eólica: Robinson pleiteia ampliação do escoamento de energia no RN
- Integração regional do setor de éolica é irreversível, diz diretor da Eletrobras
- Crescimento da eólica depende das linhas de transmissão, diz especialista
- Governador destaca potencial do RN no maior evento de energia eólica da AL
- Capacidade instalada de eólicas deve chegar a 5% da matriz energética este ano
- Dinheiro para energia alternativa depende de condição financeira, diz Levy
- Plano de apoio para indústria química oferecerá R$ 2,2 bi em recursos
- Governo anuncia medidas do Plano Safra da Agricultura Familiar
- Investimentos em infraestrutura podem reverter pessimismo da construção civil
- Minha Casa Minha Vida atinge 3,857 milhões de moradias
- Petrobras registra lucro líquido de R$ 5,3 bilhões no primeiro trimestre
- Petrobras vai reduzir o ritmo de investimentos em 2016, diz Graça Foster
- Desemprego deve aumentar na América Latina e no Caribe em 2015, diz OIT
- Clima econômico melhora no Brasil e piora na América Latina, divulga FGV
- Estatais investiram mais de R$ 14 bi no primeiro bimestre de 2014
- Governadora prestigia primeiros jogos da Arena das Dunas
- Geração de empregos será desafio para América Latina e Caribe em 2014
- Brasil é o país mais demorado da América Latina para abrir um negócio
- Entidade de classe apoia ideia de novo porto em outra região do Estado
- Pesquisa do Ipea mostra que investimento público aumenta em ano eleitoral
- Inflação oficial deve fechar 2012 em 6,2%, prevê OCDE
- Empresas americanas confirmam instalação no RN
- Apesar de queda na primeira estimativa, produção de grãos pode bater recorde
- Investimentos dos municípios do estado do Rio atingem recorde em 2010
- BNDES soma R$ 33,9 bilhões em liberações até abril; Infraestrutura absorve 40%
- Um Investimentos oferece cursos sobre finanças no RN
- Portal Mercado Aberto estreia blog sobre mercado financeiro
- Brasil deve receber US$ 2 trilhões em investimentos até 2014, diz presidente do BNDES
- Governo anuncia captação de R$ 580 milhões em recursos para 2011
- Mais de 70% das grandes indústrias investem em inovação
Integração energética, investimentos em infraestrutura e empreendedorismo inovador são caminhos para uma maior integração comercial e econômica na América Latina, com o fortalecimento da região no cenário global. Os temas foram acordados na assembleia do Conselho Empresarial da América Latina (Ceal), em Porto Rico, com a participação de mais de 100 lideranças empresariais e chefes de Estado.
A posição de consenso da assembleia do Ceal sugere uma América Latina mais unida. "Isso, dentro de uma expectativa onde podemos atrair mais investimentos, fazer mais comércio e ter uma posição de destaque entre os grandes blocos”, disse o presidente internacional do Ceal, o engenheiro brasileiro Ingo Ploger, que participou do encontro na última semana. O PIB da América Latina corresponde a cerca de US$ 9 trilhões. "É metade do PIB dos Estados Unidos e da União Europeia e equivale a dois terços do PIB da China", afirmou.
Ploger destacou que na região existem cadeias produtivas globais estratégicas e bem posicionadas, entre as quais as proteínas vegetais e animais e alguns recursos naturais. Além disso, os países latino-americanos adicionam cada vez mais serviços na sua pauta de exportação. Nessa área, tem crescido muito a indústria do turismo, observou.
Para uma maior inserção da América Latina no contexto global, além das cadeias produtivas globais, inovações e empreendedorismo, cujas soluções atingem vários países ao mesmo tempo, o presidente do Ceal destacou a integração energética. “Os países estão buscando eficácia energética, do qual o Brasil é um grande provedor na área da biomassa e de fontes renováveis, como a solar”.
O vice-presidente do Centro Brasileiro de Relações Internacionais (Cebri), embaixador José Botafogo Gonçalves, disse não ter dúvida de que os caminhos propostos podem fortalecer a América Latina. "Embora seja uma região muito vasta, os países têm aspectos em comum importantes, além da herança ibérica. Boa parte dos países latinos faz parte do grupo de economias emergentes, onde há uma incorporação crescente de consumidores na nova classe média, ressaltou.
Segundo o embaixador, isso exige pressão sobre a infraestrutura logística, envolvendo transporte urbano, ferrovias, rodovias, portos, além de um consumo crescente de energia, para movimentar toda a atividade econômica. “São projetos comuns que, tanto no campo da infraestrutura, como no alimentar e energético, oferecem grandes oportunidades para todos que queiram investir na América Latina”. Observou, entretanto, que isso não será aproveitado se as empresas não fizerem um grande esforço em produtividade. “Isso só se consegue com tecnologia e inovação. Uma coisa está ligada à outra”.
O presidente internacional do conselho confirmou que os investimentos em infraestrutura são um tema forte na região. Dados do Ceal revelam que o investimento estrangeiro direto (IED) dividido pelo PIB da América Latina é mais alto que nos Estados unidos, União Europeia ou China. A relação de IED na região latino-americana é hoje de 1,7% do PIB, contra 1,1% na União Europeia, 0,8% na China e 0,7% nos Estados Unidos. Segundo Ploger, uma das respostas para explicar por que os estrangeiros estão, proporcionalmente ao PIB, investindo mais na América Latina, é porque a infraestrutura nos Estados Unidos e na Europa está muito bem estabelecida. “Há pouco a investir”. Em relação à China, o governo não permite que o investimento estrangeiro direto invista nesse setor. “E a América Latina permite”.
José Botafogo afirmou que o investimento estrangeiro direto (IED) pode ser aproveitado para o desenvolvimento da infraestrutura da região. Ele defende que se eliminem as barreiras burocráticas entre os países, por exemplo na parte regulatória, que dificultam os negócios e complicam a circulação de mercadorias, serviços e pessoas entre as nações. Ingo Ploger analisou que a recente decisão do governo brasileiro de flexibilizar exigências para participação de estrangeiros nos leilões de concessão de rodovias “é um ótimo sinal para a integração entre os países e vai trazer investimentos”.
Fonte: Agência Brasil

