Fevereiro Roxo: fibromialgia atinge 3% da população brasileira e exige cuidado contínuoFisioterapia é uma das principais formas de tratamento; especialista alerta para sintomas e orienta sobre cuidados |
O Fevereiro Roxo é uma campanha nacional voltada à conscientização sobre doenças crônicas, entre elas, a fibromialgia - que se destaca por atingir cerca de 3% da população brasileira. Segundo dados da Sociedade Brasileira de Reumatologia (SBR), a patologia é caracterizada por dor generalizada, fadiga e impactos significativos na qualidade de vida, o que demanda acompanhamento contínuo e uma abordagem multidisciplinar, na qual a fisioterapia desempenha papel fundamental.
De acordo com Adriane Mazola Russ, docente do curso de Fisioterapia da Estácio, a doença é caracterizada por uma alteração na forma como o sistema nervoso processa a dor. "É como se o volume da dor estivesse constantemente aumentado, fazendo com que estímulos que normalmente não doeriam passem a ser percebidos como dolorosos", explica.
Entre os sintomas mais comuns da fibromialgia estão a dor muscular difusa e persistente, fadiga intensa, sono não reparador, dificuldade de concentração e memória, além da sensibilidade aumentada. O que, segundo a especialista, pode dificultar atividades cotidianas e afetar a saúde emocional.
Conforme explica a docente, práticas simples contribuem para o controle da dor e a promoção do bem-estar, como:
Manter uma rotina regular de sono;
Praticar atividade física leve a moderada;
Evitar longos períodos de inatividade;
Cuidar da saúde emocional;
Manter alimentação equilibrada;
Respeitar os limites do corpo.
A fisioterapia, por sua vez, é uma das principais abordagens não medicamentosas no tratamento da fibromialgia. "As técnicas fisioterapêuticas ajudam a modular a dor, melhorar a circulação, reduzir tensões musculares e aumentar a capacidade física", afirma a especialista.
Apesar das orientações, Adriane reforça, "não existe uma forma comprovada de prevenir a fibromialgia, já que a condição envolve fatores genéticos, emocionais, hormonais e ambientais. No entanto, alguns hábitos ajudam a reduzir crises e minimizar os sintomas", reforça Adriane.
Como conviver melhor com a fibromialgia no dia a dia
Para pessoas com fibromialgia, devem ser evitadas atividades de alta intensidade sem preparo, treinos exaustivos ou exercícios que provoquem dor intensa durante ou após a prática. "A regra é movimento com conforto e regularidade, nunca com esforço excessivo. Entre os exercícios mais recomendados estão caminhadas leves, alongamentos, fortalecimento progressivo, hidroterapia, pilates clínico e atividades aeróbicas de baixo impacto", orienta Adriane.
Outros cuidados fazem diferença na rotina de quem convive com a fibromialgia e ajudam a melhorar a qualidade de vida:
Organizar horários de sono;
Praticar atividade física regularmente, mesmo em pequenas doses;
Dividir tarefas ao longo do dia;
Fazer pausas programadas;
Manter boa hidratação;
Buscar atividades que reduzam o estresse, como lazer e técnicas de relaxamento.
Por fim, a fisioterapeuta avalia que a fibromialgia não impede uma vida ativa. "Com orientação adequada e ajustes na rotina, é possível conviver com a condição de forma mais leve e funcional", finaliza.












