Nesta quinta-feira (23), o Caged - Cadastro Geral de Empregados e Desempregados - divulgou novos dados sobre a geração de empregos do Brasil. A tendência no país foi positiva, após três meses em queda, a criação de postos de trabalho voltou a subir. Em contrapartida o Rio Grande do Norte apresentou um resultado negativo de 171 empregos formais desocupados, menos 5.212 mil no acumulado do primeiro trimestre, pior resultado no setor desde 2009, aquando foram registrados 10.836 demissões.
O trimestre também foi ruim nacionalmente, foram fechadas 50,3 mil vagas. No mesmo período de 2014, houve o oposto: Foram contratados 344.984 a mais do que demitidos no país. Apesar dos números de março terem impulsionado a criação de novas vagas, a situação do Brasil ainda é preocupante. O País abriu 19,3 mil vagas em março deste ano, número 47% maior que o apresentado no mesmo mês de 2014, quando foram gerados 13,1 mil novos postos. O número, entretanto, não conseguiu reverter o saldo negativo do primeiro trimestre. O acumulado de janeiro a março é o pior da série histórica iniciada em 2002.
No Rio Grande do Norte, entre janeiro e março de 2014 o saldo foi de contratações, fechando em 796 empregos gerados. Fazendo uma conta bem simples, pode-se dizer que o Estado, na comparação dos três primeiros meses, já fechou quase seis mil postos de trabalho. Os setores mais prejudicados são o da agropecuária (quase três mil demissões registradas), a indústria de maneira geral (-2.151) construção civil (superior a três mil) e comércio (-641).
Quando a economia está desaquecida, se tem menos recursos, menos dinheiro circulando e naturalmente esses segmentos faturam menos e o desemprego aumenta.