Joaquim Levy é um nome consagrado no mercado, a nomeação para assumir o Ministério da Fazenda foi aplaudida por praticamente todos os setores do cenário econômico nacional e internacional. O motivo é simples: ele é conhecido no meio dos economistas como um voraz cortador de gastos. Então, ele deve vir com a tesoura afiada pra cortar gastos públicos que são, como sabemos, o grande nascedouro do desequilíbrio econômico que o Brasil vive hoje.
O governo federal tem contas desequilibradas e isso gera todo um transtorno na economia passando por estímulo excessivo ao crédito, como uma forma de compensar a falta de crescimento econômico, o que gera inadimplência, endividamento e faz com que as empresas vivam momentos de euforia que terminam sendo meio ilusórios.
A expectativa com o novo comandante é que o Governo passe a focar numa atuação mais real de crescimento. Mas esses resultados não devem vir em curto prazo. O próprio Joaquim Levy já deu algumas declarações dizendo que o Governo precisará de pelo ao menos dois anos de austeridade para que volte ao eixo econômico de equilíbrio financeiro, e só a partir daí poderá ter foco no crescimento da economia.
A má notícia fica por conta do fato de que não serão só cortes de gastos, a presidenta Dilma Rousseff, demonstrando ainda resquícios da forma de conduzir de Guido Mantega, já deu declarações, noticiadas nos jornais desta segunda-feira (01), que vai ter corte de gastos, mas também retomada de tributos. Já se fala na volta da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide) que representa uma cobrança de algo em torno de R$ 0,28 por litro de gasolina, o que deve gerar receita em torno de R$ 8 bilhões por ano ao governo federal, e, alguns governadores já começam a se articular para tentar a volta da temida e criticável CPMF, uma forma do governo carrear mais recursos para a saúde sem ter que apertar ainda mais o orçamento. Cortes virão mais uma boa parte da conta vai cair no bolso da população.