Mercados
Internacionais
Nos mercados internacionais
os investidores continuam otimistas com o discurso do Ben Bernanke e com a
divulgação da ata da última reunião do FOMC divulgada ontem dia 30 de agosto,
na qual foi relatada que membros do FOMC apoiaram medidas mais agressivas para
estimular a economia dos EUA com a criação de novos empregos. Os investidores
estão recomprando suas posições anteriormente vendidas com lucros, e alguns
apostam que o FED irá anunciar novas medidas de estímulos à economia na próxima
reunião dia 21 de setembro.
Seguindo a agenda
norteamericana de divulgação de dados econômicos, hoje serão divulgados os
índices de atividade e emprego, que são esperados mais negativos, assim como a
confiança do consumidor divulgada ontem, porém a esperança de um pacote de
estímulos por parte do FED é maior, o que vem trazendo altas nos mercados
conseguintemente. Amanhã será divulgado o payroll (taxa de desemprego) de agosto.
Commodities continuam
operando em direções divergentes e sem direção definida. O barril de petróleo
caia há pouco 1%, por conta do aumento dos estoques nos EUA, enquanto que o cobre
e a maioria dos metais avança na expectativa também da divulgação do FED a
respeito de um pacote econômico.
Na zona do Euro a Alemanha
divulgou dados como vendas no varejo, taxa de empregos e desemprego, que
ficaram estáveis com o esperado. A taxa de desemprego na zona do Euro
apresentou alta, o que é negativo para os mercados. Na Itália houve aumento de
inflação e estabilidade na taxa de desemprego.
Na Ásia os mercados
encerraram o quinto dia seguido de alta.O composto encerrou em alta de 1,3%
recuperando parte das perdas de agosto.No Japão houve a divulgação da atividade
industrial que veio um pouco abaixo do esperado.Na Malásia e na Indonésia os
mercados estavam fechados por conta de feriados locais.
Mercado
Nacional
No mercado nacional os
investidores continuam otimistas por conta do discurso do presidente do FED na
semana passada. Otimismo também em relação ao fim de um ciclo de aperto
monetário no Brasil, que deve ser encerrado com o fim da reunião de hoje do
COPOM, com a possibilidade mesmo que pequena de redução de juros. Setores como
bancos, construção civil e consumo podem ser melhor beneficiados pelas medidas
de ajuste dos juros e melhores perspectivas para a inflação no país. Ontem o
pregão teve como destaque nesses setores empresas como Klabin, PDG Real State e
B2W Varejo, com altas respectivas de 5,53%, 5,40% e 5,13%.
Adm. Roberto Davi Miranda
Agente de Investimentos autorizado CVM.
e-mail: robertodavi22@hotmail.com / Twitter: @rdavimiranda
Blog: http://debolsocheio.blogspot.com