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02/12/2011 11h18

Representante do comércio e economista aprovam pacote de incentivo a economia

Renúncia de tributos pode ajudar comércio do RN a atingir meta de crescimento para o final do ano

Por: Marcelo Lima

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O governo Federal anunciou esta semana a renúncia de R$ 2,761 bilhões em tributos. Um dos incentivos vai novamente para a linha branca, com a desoneração do Imposto sobre Produto Industrializado (IPI). No Rio Grande do Norte, os incentivos do governo podem ajudar ao comércio bater a sua meta de crescimento para o final do ano.

Segundo o presidente da Federação do Comércio (Fecomercio), Marcelo Queiroz, estima-se que as vendas de fim de ano cresçam 10% em todo o Estado. “É uma medida bastante positiva, vai acelerar a economia. Embora o Brasil esteja num momento bom, a economia estava um pouco lenta”, avaliou.

Na linha branca, os fogões e tanquinhos terão isenção total do IPI. As geladeiras terão uma redução de 15% para 5%. Para as máquinas de lavar, a redução vai ser de 10% do imposto – cai de 20% para 10%.

A validade da nova desoneração do IPI vai até 31 de março de 2012. Para o economista Cláudio Barbosa, o governo acertou, uma vez que o primeiro trimestre do ano é um período crítico para a economia.

Para o dirigente da Fecomercio, o governo deve atuar em várias frentes para que a economia brasileira não seja muito afetada pela crise internacional. “É um conjunto de medidas, ao mesmo tempo o governo está baixando os juros, inicialmente essas medidas são bem-vindas”, completou.

O economista Cláudio Barbosa também concorda que as medidas de incentivo vieram no momento correto. “A crise não tem tempo para terminar e ela vai ter repercussão no Brasil, aliás, já está tendo nas exportações. O governo tem mesmo que apostar no consumo do mercado interno”, analisou.

Para as empresas exportadoras, o governo regulamentou o Regime Especial de Reintegração de Valores Tributários para as Empresas Exportadoras (Reintegra), que devolverá até 3% da receita dos exportadores de produtos industrializados.

Estímulos vão beneficiar construtoras e padarias

O governo Federal também anunciou a prorrogação do prazo de desoneração do Pis/Cofins sobre o trigo e a farinha de trigo. Além disso, o crédito para pessoa física vai ficar facilitado com a diminuição da taxa do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), de 3% para 2,5% anualmente. “A queda da taxa de juros também vai favorecer o crédito, tanto para o setor produtivo quanto para o consumidor”, comentou o economista.

No setor da construção civil, houve mudança no valor máximo do imóvel considerado popular pelo programa Minha Casa, Minha Vida – subiu de R$ 75 mil para R$ 85 mil. As incorporadoras que trabalham com esse programa habitacional também conseguiram a redação da alíquota do Regime Especial de Tributação (RET), que caiu de 6% para 1%.

O economista Cláudio Barbosa considera que o governo fez “uma blindagem contra a crise mundial”. Apesar de a economia ainda não ter sofrido muitos abalos, a expectativa  de não atingir as principais metas macroeconômicas, o crescimento do PIB e a inflação, é um sinal para uma intervenção mais forte do Estado na economia.

Cláudio Barbosa também observa que todas as medidas anunciadas pelo governo irão manter a taxa de desemprego baixa e mexer também com a indústria, que não mostrou grande desempenho neste ano. Para ele, este é o momento ideal para inovação tecnológica em todos os setores. “É nesse momento de crise que temos que fazer inovação, valorizar o que é nosso”, concluiu.


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