Seturn - 17/01/22

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01/12/2010 09h14 - Atualizado em 01/12/2010 09h42

Com queda de 4,2%, Bovespa é o pior investimento de novembro

No ranking de investimentos do mês, ouro ficou na liderança, seguido pelo dólar e fundos de renda fixa.

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Os investidores que apostaram no Índice da Bolsa de Valores de São Paulo (Ibovespa) amargaram queda de 4,20% em novembro. O resultado colocou a bolsa na lanterna do ranking dos investimentos no penúltimo mês do ano, período tradicionalmente positivo para os investimentos em ações.

O melhor investimento de novembro foi o ouro, com alta de 6,25%. Na sequência estão os fundos de ações da Vale FGTS, que tiveram incremento de 2,36% no mês e 11,64% no ano.

Prejudicado pelo desempenho da economia mundial, o Ibovespa está em décimo lugar (queda de 1,29%) na listagem do ano, à frente dos fundos de ações da Petrobrás FGTS, que já perderam 32,82% desde janeiro.
Fábio Colombo, administrador de investimentos, afirma que a reversão dos resultados da bolsa depende do cenário externo. "As bolsas, ao redor do mundo, apresentaram grande volatilidade, em dólares. A maioria fechou novembro no negativo."

A piora do humor ao redor do mundo, no entanto, fez o dólar se valorizar. Em novembro, a moeda americana ficou em quarto lugar no ranking dos investimentos, com alta de 0,94%. "A aversão ao risco faz com que haja mais procura por dólar o que aumenta a sua cotação", explica Sergio Manoel Correia, analista da LLA Investimentos. No ano, o dólar soma recuo de 1,61%.

Movimentos do mercado interno também impactaram a rentabilidade de alguns investimentos.

A curva de alta da inflação do País, que deve começar a ser compensada com o aumento da taxa Selic na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central , corroeu a rentabilidade sobretudo dos fundos DI.
Esses fundos ficaram em sétimo lugar na listagem de rentabilidade de novembro, com alta de 0,63%. No ano, os fundos DI já ganharam 6,89%. "Em dezembro, o rendimento bruto será na faixa de 0,70% a 1,00%, dependendo da taxa de administração do fundo", estima Colombo.

Os fundos de renda fixa tiveram performances levemente melhor e fecharam novembro com alta de 0,76%. No ano, a alta é de 8,11%.

Correia, da LLA Investimentos, sugere que, a partir de agora, os fundos pós-fixados (que levam em conta a taxa de juro futura) podem ficar mais atraentes. "Pós-fixados são sempre mais seguros e, como há tendência de alta da Selic, eles devem render melhor", explica.

O investidor interessado, alerta o especialista, deve checar na administradora do fundo se a alta da taxa Selic já está sendo precificada. "Se já estiver, daí não dará para aproveitar tanto a provável alta futura", completa.

A caderneta de poupança, que têm rentabilidade garantida por lei, teve alta de 0,53% durante o mês de novembro. No ano, o incremento é de 6,19%. "Com a atual taxa Selic, a poupança ficou interessante para investidores que não têm acesso a fundos DI ou renda fixa, com taxas de administração inferiores a 2,0 a 2,5% ao ano ou 2,5% a 3,0% ao ano", comenta Colombo.

Os Certificados de Depósitos Bancários (CDBs) com investimento superior a R$ 100 mil mostraram desempenho melhor que os fundos DI em novembro, com alta de 0,66%. Os CDBs com valor inferior, no entanto, fecharam o mês com leve alta de 0,46%. No ano, os CDBs acima de R$ 100 mil já ganharam 6,96% e os de menor porte acumulam alta de 5,04%.

 

Fonte: Agência Estado


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