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22/10/2019 09h00 - Atualizado em 22/10/2019 09h03

Na Fecomércio, executivo do Consórcio Nordeste explica novas regras de compras governamentais

O principal ponto da reunião foi sanar as dúvidas dos empresários potiguares para uma melhor compreensão do novo formato de compras governamentais que está sendo implantado pelo Consórcio Nordeste.

A convite do presidente Marcelo Queiroz, Carlos Gabas se reuniu com empreendedores e diretoria da entidade na manhã desta segunda, 21

O presidente da Fecomércio RN, Marcelo Queiroz, liderou na manhã desta segunda-feira, 21, no auditório da Federação, um encontro do secretário-executivo do Consórcio Nordeste (um dos primeiros frutos do Fórum de Governadores da Região), Carlos Gabas, com a diretoria da entidade e empreendedores do estado, além de representantes do governo e membros do Comitê dos Fornecedores do Rio Grande do Norte (Coref). Na pauta, as novas regras para compras governamentais, em estudo pelo Consórcio, que podem ter impacto em toda a economia potiguar.

O principal ponto da reunião foi sanar as dúvidas dos empresários potiguares para uma melhor compreensão do novo formato de compras governamentais que está sendo implantado pelo Consórcio Nordeste, como será a dinâmica de aquisições, como vai ser a atuação, quem vai poder vender, quais os produtos que serão comercializados, entre outros assuntos.

"A nossa ideia foi de trazer Carlos Gabas para explicar aos empresários o que é e como funcionará o Consórcio Nordeste e como, por meio da Fecomércio, podemos ajudar o estado nesta iniciativa, com foco em desenvolver o Rio Grande do Norte", declarou o presidente Marcelo Queiroz, que fez questão, ainda de colocar sua preocupação no sentido de que, as regras não acabem prejudicando sobretudo os pequenos empreendedores potiguares.

O Consórcio Nordeste tem objetivos econômicos e administrativos, com a ideia de incentivar licitações conjuntas para os nove estados nordestinos, para assim, reduzir os preços dos produtos adquiridos (pelo ganho de escala) e, consequentemente, otimizar recursos. A iniciativa vem se transformando em um promissor projeto político do Brasil.

"O Rio Grande do Norte, como todo o Nordeste, vai ter ganho sim! Vamos vender nossas potencialidades lá fora, como também para os empresários de outras regiões do país. É algo novo, que vamos ter que calibrar a cada movimento, ver o que aconteceu, monitorar e ver como podemos melhorar para o próximo edital", garantiu Carlos Gabas, informando que "em toda compra que o RN fizer, o ICMS relativo a ela vai ficar no estado". O primeiro edital de compras conjuntas foi fechado no último dia 18.

Representando a governadora Fátima Bezerra, o secretário chefe do Gabinete Civil, Raimundo Alves, sugeriu a realização de um seminário para apresentar aos membros do Consórcio Nordeste, as potencialidades econômicas do Rio Grande do Norte. Carlos Gabas acrescentou à sugestão, a ideia de apresentar o trabalho também a possíveis investidores em produtos ou serviços produzidos aqui no RN.

O secretário de Gestão de Projetos e Articulação Institucional do Governo Estadual, Fernando Mineiro, é o representante do Rio Grande do Norte no consórcio. Na reunião, ele afirmou que o Governo pretende monitorar e prestar contas do impacto efetivo do Consórcio Nordeste. "Estamos preparando o estado para receber investimentos com iniciativas como o Proedi. Isso vai se somar ao trabalho do Consórcio", afirmou Mineiro.

Sobre o temor dos empreendedores - explicitado pelo próprio Marcelo Queiroz e por diretores da Fecomércio RN presentes ao encontro - de que a ampliação dos volumes de compras possa dificultar a participação dos micros e pequenos negócios locais nestas licitações, Gabas explicou que este poderá ser um efeito colateral menor. "Claro que serão necessários ajustes. Mas a possibilidade de abrir o mercado inteiro do Nordeste para as empresas potiguares que sejam produtoras de itens de interesse dos governos é algo que traz um benefício muito maior", afirmou ele.

"Nós vamos nos somar ao governo e procurar estar próximos do Consórcio exatamente para fazer o que o secretário Carlos Gabas sinalizou aqui: modular, ajustar. Acreditamos que este tende a ser um bom negócio para toda a economia potiguar. Mas precisamos estar atentos para sugerir ajustes que eventualmente identifiquemos como necessários. Afinal, são as empresas daqui que geram emprego e renda para o nosso povo. E isso precisa ser considerado nas avaliações constantes do modelo que deveremos realizar", afirmou o presidente da Fecomércio RN, Marcelo Queiroz.

Também estiveram presentes os vice-presidentes da Fecomércio RN, Gilberto Costa, Luiz Lacerda e Itamar Manso; o 1º secretário da Fecomércio RN, Dijosete da Costa; o secretário de Infraestrutura do governo do RN, Gustavo Rosado; o Controlador Geral do RN, Pedro Lopes de Araújo Neto; a secretária de Administração e Recursos Humanos do RN, Virgínia Ferreira; o empresário Marcelo Rosado; o presidente da FCDL RN, Afrânio Miranda; além de outros secretários e empresários.

 


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