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06/07/2017 09h35

Cadeia de serviços e insumos para eólicas abre mercado para pequenos

Com capacidade hidrelétrica reduzida, o Nordeste se volta para fontes renováveis, o que abre um leque de oportunidades para pequenas empresas. Apenas no setor eólico são mais de 50 opções de negócios.

A cadeia de valor que envolve o setor eólico no Nordeste, sobretudo no Rio Grande do Norte que tem a maior capacidade instalada do país dessa matriz energética, representa uma opção de mercado para micro e pequenas empresas. Informações divulgadas no Fórum Nacional Eólico 2017, realizado em Natal no fim do mês passado, indicam que o Rio São Francisco não pode mais ser considerado uma fonte segura de energia hidráulica para o Nordeste.

A Hidroelétrica de Sobradinho (BA), maior reservatório da região, tem nível de 12% e esse índice deve chegar a 0% até o final de 2017. Dentro desse cenário, a energia eólica é alternativa de energia renovável para o mercado. E isso abre um leque de opções de negócios futuros para os empreendedores que apostarem nesse segmento.

De acordo com levantamento feito pelo Sebrae no Rio Grande do Norte há cerca de dois anos e denominado Guia do Setor Eólico existem mais de 50 possibilidades de negócios para as pequenas empresas potiguares nessa cadeia. O mapeamento confirmou que, apesar de o mercado de geração energia está basicamente concentrado nas grandes empresas, as pequenas têm chances prestar serviços ou fornecer produtos nas três etapas essenciais dessa cadeia produtiva.

As oportunidades envolvem serviços comuns ao setor de energia, como estudos de impacto ambiental, e também os especializados, como fornecimento de instrumentos para medição das condições atmosféricas. Na visão da gerente da Unidade de Desenvolvimento da Indústria do Sebrae-RN, Lorena Roosevelt, o setor, especialmente no RN, está chegando a um estágio em que as empresas não contam mais com a garantia dos fabricantes das peças dos aerogeradores e por isso essas companhias vão requerer serviços especializados de manutenção. "Obviamente, toda essa parte de manutenção corretiva e preditiva pode gerar mão de obra fixa do parque mas também pode haver terceirização desses serviços".

Isso envolve uma cadeia,que vai desde a qualificação dos profissionais até empreendedores que pretendem aproveitar essa oportunidade. "O ideal é que essas empresas fabricantes de pequenos componentes, de manutenção e limpeza de turbinas já sejam empresas estabelecidas na cadeia de petróleo, energia e gás e que tenham familiaridade com esse setor, de forma a readequar sua estrutura produtiva para atender esse segmento", recomenda Lorena Roosevelt.

De acordo com o consultor do Sebrae, Eduardo Aragon, o Nordeste tem 82% da energia eólica gerada no país, sendo que o Rio Grande do Norte tem o maior número de parques instalados e a Bahia é o estado reúne a maior parte da cadeia produtiva. Até o início do ano, dos 398 parques eólicos em operação comercial no Brasil, 115 estavam instalados no Rio Grande do Norte.

"Estamos passamos por uma instabilidade que desafia a cadeia. Em 2016, tivemos cancelamento de leilões e estamos na incerteza do acontecimento do leilão de 2017, que está previsto para o segundo semestre". Na avaliação de Eduardo Aragon, o baixo nível de investimentos pode afetar os fornecedores de toda a cadeia e que a manutenção da competitividade do mercado eólico é proporcional ao nível de investimentos.

"Um mercado estável é a chave para assegurar o incentivo a esses investimentos e garantir um futuro saudável", completou. Ao final, o palestrante falou sobre os desafios para as micro e pequenas empresas, que são: incompatibilidade de investimento e faturamento; imprevisibilidade na demanda; baixa capacitação técnica; e exigente capacitação gerencial. Entre as oportunidades para as pequenas empresas estão: serviços de consultoria em treinamento e capacitação, fabricação de peças e insumos, além de manutenção.

*Com informações de Carla Fonseca (ASN-BA)

 


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