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Emprego formal volta a cair em fevereiro, aponta Caged

19/03/2015 15h20

Segundo informações do Ministério do Trabalho, o Brasil fechou o mês de fevereiro com 2.415 vagas de emprego formal a menos do que no mesmo período do ano passado. No Rio Grande do Norte a situação não foi diferente, os números do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), mostram que o mês fechou com saldo negativo de 4.013 vagas.

Este é pior resultado para meses de fevereiro na história do Caged no estado. No Brasil isso não acontecia desde 1999, quando foram fechados 78.030 postos de trabalho. Em 2014, mesmo período, o saldo do RN foi positivo, com 931 vagas de emprego formal no saldo. Somando tudo, é possível perceber que quase cinco mil empregos formais perdidos entre fevereiro do ano passado e fevereiro deste ano.

No acumulado do ano o quadro é ainda pior, o saldo do estado é de 5.122 empregos negativos. Isso piora quando se olha para o resultado obtido no primeiro bimestre do ano passado. Em 2014, o saldo era de 1.858 vagas, quase 7.000 empregos formais a menos na comparação do primeiro bimestre deste ano. Segundo dados oficiais, os setores de comércio e construção civil foram os que mais registraram fechamentos de postos de trabalho.

 


Governo federal deve ampliar o “Minha Casa, Minha Vida” em 2015

18/03/2015 17h40

O governo federal sinalizou nesta segunda-feira (16), mudanças na formatação da terceira fase do programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV), criado em 2009. O ministro das cidades, Gilberto Kassab, informou que dentro das novidades anunciadas pela presidente Dilma, está a criação de uma nova faixa de renda para o financiamento do imóvel adquirido através do programa.

Essa nova faixa é necessária para ampliar o número de beneficiários do programa. Hoje funciona assim, as famílias que ganham até RS 1.600 por mês se enquadram na Faixa 1, e conseguem adquirir um imóvel pagando apenas R$ 80 por mês. Isso representa 5% da renda dessas pessoas. Quem se enquadra na Faixa 2, que vai R$ 1.600 até R$ 3.275, paga uma prestação de R$ 400, o que compromete 25% da renda mensal. A terceira faixa compreende as famílias que ganham entre R$ 3,275 mil a R$ 5 mi.l A intenção do governo agora é criar uma faixa intermediária entre as duas já existentes, a Faixa 1 FGTS, e com isso cumprir a meta de construir 3 milhões de unidades habitacionais na terceira fase do Minha Casa, Minha Vida.

Se conseguir cumprir com o planejado, até o final da gestão do atual governo o país terá quase 7 milhões de casas entregues pelo MCMV. Para tanto, serão criados grupos de trabalho entre o governo e os empresários da construção civil, que tratarão o programa como prioridade.


Ritmo na regularização de dívidas cai no país, aponta SPC Brasil

17/03/2015 17h22

De acordo com o indicador de recuperação de crédito do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), o número de brasileiros que procuraram os órgãos competentes para quitar as dívidas caiu 2,69% na comparação entre janeiro e fevereiro de 2015. Somando este percentual aos 5,15% registrados de retração no mês passado, o comércio perdeu, em média, 8% de consumidores potenciais por falta de crédito.

Os brasileiros enfrentam dificuldades para quitar dívidas por causa dos problemas enfrentados pela economia. Comparando o índice com o registrado em fevereiro de 2014, o número de pessoas inadimplentes que regularizaram as suas pendências financeiras e tiveram seu nome retirado do SPC registrou queda de 0,75%.

A situação atual é de inflação elevada, juros altos e aperto fiscal, refletindo sobre o emprego e a renda da população. A renda média da família inadimplente está comprometida com o pagamento das despesas cobradas no início do ano, sobrando pouco para a regularização das dívidas adquiridas pelas linhas de crédito. Se o cenário econômico não melhorar, muitos brasileiros vão reduzir o número de compras, prejudicando mais ainda o setor empresarial.

 


Alta no dólar interfere na hora de comprar produtos de marcas famosas nos EUA

16/03/2015 17h30

Com o dólar cotado a mais de R$ 3, o brasileiro precisa pensar duas vezes antes de decidir viajar para os países estrangeiros que utilizam a moeda. Um pacote para Orlando ou Miami, por exemplo, custa em média U$ 1.200, que equivale hoje a cerca de R$ 3.886. Com este valor é possível viajar para vários destinos nacionais. Além do custo da viagem, que evidentemente fica maior, os preços dos produtos que se compra fora também aumentaram.

Uma reportagem divulgada na semana passada pela Folha de São Paulo aponta que comprar e revender produtos norte-americanos deixou de ser um bom negócio. Até pouco tempo atrás era possível comprar um produto de marca famosa nos Estados Unidos cerca de 50% mais barato do que o preço praticado no Brasil. Hoje a coisa mudou completamente de figura.

Exemplo citado pela reportagem são os óculos Ray-Ban, do modelo mais barato, está custando R$ 558 nos EUA e R$ 400 aqui. As redes de varejo no Brasil também estão com ofertas de uísque Johnnie Walker mais em conta do que o free shop. Isso porque o varejo brasileiro têm estoques de produtos, que trouxeram no ano passado com o dólar mais baixo, e conseguem manter os preços enquanto os vendedores que trazem produtos do exterior dependem da variação cambial. Ou seja, quem antes viajava para comprar produtos de luxo, hoje está se contentando com os preços das lojas de departamento.


“A crise econômica está na cabeça das pessoas”, afirma ministro em evento da CNC

12/03/2015 17h14

O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), Armando Monteiro Neto, afirmou em discurso que a crise econômica estaria na cabeça das pessoas. Monteiro participou nesta quarta-feira (11) de um almoço com os diretores da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), no qual destacou o atual cenário econômico do país e a valorização do potencial exportador brasileiro. Segundo o ministro, a classe empresarial precisa se manter otimista e apoiar as medidas do governo voltadas ao ajuste fiscal para que o país se desenvolva.

O Brasil de hoje tem uma relação crédito/PIB que chega a 50%, enquanto que há 10 anos esse número era de apenas 25%. Armando Monteiro Neto também destacou a poupança interna favorável o fato do país não ter uma inflação galopante instalada. Segundo ele, o Brasil já atravessou crises muito piores.

Embora tenha mantido um tom de esperança no discurso, o ministro reconheceu que os remédios que estão usando para tratar os problemas da economia no país são amargos, e que a redução da desoneração das folhas de pagamento corrige apenas uma parte dos problemas. O grande problema está reajustes de preços realizados no ano passado. A alta está tirando a possibilidade da competitividade das empresas brasileiras.

 



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