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Inflação oficial de março acumula alta de 8,13%

09/04/2015 18h31

Dados divulgados na última quarta-feira (8), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), revelam que a inflação oficial do país, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), ficou em 1,32% em março, depois de um aumento de 1,22% em fevereiro. O índice bateu o recorde de 2003, quando atingiu 1,57%. Esta é taxa mais elevada desde 1995, considerando apenas o mês de março.

Esses 8,13% correspondem ao acumulado dos últimos 12 meses, onde 54% desse índice é resultado dos gastos com energia elétrica. O aumento médio do consumo variou cerca de 60,42% no período. Segundo o IBGE, com a revisão tarifária aprovada pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), houve aumentos extras, que acabaram impactando na inflação do mês. Na sequência, estão as despesas com alimentação e bebidas, cujos preços subiram 1,17%, depois de avançar 0,81% no mês anterior.

Outro ponto que chama atenção é que no primeiro trimestre de 2015, a inflação acumulada já chega a 3,83%, isso representa mais da metade do teto da meta do governo, que é de 6,5%. É com esse teto que o governo trabalha para definir taxa de juros, política econômica, ajustes na tabela do imposto de renda, reajuste de tarifas públicas, inclusive a de energia, para o ano inteiro. Especialistas projetam uma inflação acima dos 13% para fechar 2015, o dobro do que estima o governo federal.

 


Apesar da crise, vendas de smartphones sobem no Brasil

08/04/2015 18h12

Indo na contramão dos produtos comercializados no varejo, os celulares smartphones estão entre os itens mais consumidos em 2014. Pelo menos 54,5 milhões de unidades foram vendidas, o equivalente a 55%, se compararmos com 2013. Os dados foram divulgados na última segunda-feira (6) pela consultoria IDC Brasil, que projeta crescimento de 16% para 2015.

Ainda segundo o estudo, somando a categoria de aparelhos mais simples, aqueles sem internet, câmera fotográfica ou aplicativos modernos, o mercado de celulares encerrou 2014 com alta de 7%, num total de 70,3 milhões de aparelhos comercializados, deixando o Brasil na quarta colocação entre os maiores mercados do mundo, atrás apenas de China, Estados Unidos e Índia.

Especialistas avaliam esse crescimento como consequência das vendas na Black Friday, bem como a oferta de produtos mais baratos de algumas marcas. Em algumas lojas, os aparelhos mais simples são comercializados em torno de R$ 290. Para 2015, a IDC Brasil projeta a venda de 63,3 milhões de aparelhos.

 


Vendas na páscoa decepcionam, mas ocupação nos hotéis é destaque no RN

07/04/2015 18h13

Segundo levantamento divulgado nesta segunda-feira (6) pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), houve uma retração de 4,93% nas vendas de páscoa este ano. Em 2014 o volume foi positivo, comerciantes venderam cerca de 2,55%. Em contrapartida, o turismo teve um aumento considerável em Natal e no litoral do Rio Grande do Norte. Segundo dados da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis (ABIH/RN), 95% dos leitos em hotéis de Natal e região litorânea foram ocupados no feriadão da Semana Santa. A associação estima um crescimento de 7% em relação à ocupação do ano passado.

O dólar alto tem seus malefícios para a economia, mas acaba favorecendo o turismo interno. Muitas pessoas deixaram de viajar para fora do país e preferiram as praias do Nordeste. Além de a moeda americana estar mais valorizada frente ao real, alguns incentivos oferecidos pelo Governo do Estado também caíram nas graças das agências de viagens, que voltaram a apostar no Rio Grande do Norte como destino turístico, organizando promoções e melhores condições de pagamentos.

Em Natal, ainda segundo dados da ABIH, o perfil do turista foi o regional vindo de estados vizinhos. A associação também aponta que houve uma mudança no tipo de turismo consumido no Estado. O mercado de lazer, principal nicho na capital, se manteve aquecido e deverá ser beneficiado com a alta do dólar. Já o turismo corporativo, segue a tendência de retração verificada em todo o país, com redução de número de viagens e realização de eventos por empresas.

 


Contas do governo registram pior resultado para fevereiro em 19 anos e investimentos em obras públicas diminuem

06/04/2015 18h17

A crise econômica no Brasil atingiu um novo patamar no mês de fevereiro. Segundo dados do Tesouro Nacional, divulgados na última quinta (2), o rombo nas contas do governo federal atingiu cerca de R$ 7,35 bilhões, marca que não era batida desde o início de sua série histórica, em 1997. Isso representa mais que o dobro dos números registrados em 2014. Ainda segundo dados oficiais, as contas do governo tiveram um déficit primário de R$ 3,11 bilhões no ano passado. Até então, o pior resultado para o segundo mês do ano havia sido registrado em 2013, quando as contas ficaram no vermelho em R$ 6,61 bilhões.

O governo também reduziu o número de investimentos em obras públicas, o que agrava a tendência de recessão na economia. A Folha de São Paulo divulgou ontem (5) um levantamento mostrando que as despesas com obras de infraestrutura e compras de equipamentos caíram 31,3% no Tesouro Nacional e 23,3% nas estatais. Foram investidos apenas dois terços da soma aplicada no mesmo período do ano passado.

Reduzir investimentos é dar um tiro no próprio pé, tendo em vista que esses recursos movimentam a economia, proporcionando fôlego aos cofres públicos. Sem a continuidade nas obras, há estagnação do mercado e consequentemente redução no número de postos de trabalho. Desde que a luta para concessão do ajuste fiscal se instaurou no país, mais de 25 mil empregos foram eliminados, principalmente na área de construção civil.

 


Negociação da Arena das Dunas deve ser positiva para RN

01/04/2015 17h46

Investigado pela Operação Lava Jato, da Polícia Federal, o Grupo OAS apresentou na última terça-feira (31), um pedido de Recuperação Judicial de nove de suas empresas à Justiça do Estado de São Paulo. Segundo o documento, 100% dos ativos da Arena das Dunas serão colocados à venda, assim como 50% da Arena Fonte Nova, em Salvador.

As dificuldades da OAS começaram em novembro, a partir das investigações sobre a Petrobras e o suposto envolvimento em corrupção pela operação Lava Jato, da Polícia Federal. As dívidas da construtora somam algo em torno dos R$ 8 bilhões, e devem ser pagas com a venda de alguns investimentos que ultrapassam os limites da construção civil.

A construção da Arena das Dunas custou R$ 423 milhões, com R$ 100 milhões investidos pela OAS e o restante financiado pelo Governo do Rio Grande do Norte através do BNDES. Quem comprar o estádio vai comprar também a dívida da empresa com o banco. Lembrando que a Arena das Dunas continua sendo um patrimônio público, pago em concessão que garante ao novo comprador a exploração da estrutura pelos próximos 30 anos.

A negociação é positiva para o Estado porque a OAS não tem foco na administração de uma arena multiuso, provavelmente o grupo que vai adquirir o empreendimento terá mais experiência nessa área, e poderá ampliar a diversificação de seu uso.

 


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