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Em baixa, dólar atinge menor valor em quase um ano

09/06/2016 08h27

Sem intervenção do Banco Central pelo sexto dia de negócios seguido, o dólar fechou esta quarta-feira (8) a R$ 3,40, o menor valor em quase um ano. A queda foi de 2,28%, cotada a R$ 3,36 para venda.

Desde o dia 29 de julho do ano passado, quando o dólar fechou a R$ 3,32, o País não via um valor tão baixo. A última vez que a moeda havia fechado abaixo de R$ 3,40 foi um dia depois, 30 de julho do ano passado.

*Fonte: Panrotas

 


Confira comentário sobre a importância da redução do QAV para o turismo potiguar

19/05/2016 10h52

Merecedor de todos os louros e homenagens do setor turístico potiguar desde que, no início do seu governo, topou o desafio de reduzir o ICMS sobre o Querosene de Aviação - de 17% para 12% no caso dos voos doméstico e de 17% para 9% no caso dos voos internacionais - o governador Robinson Faria deu esta semana mais uma prova do quão consolidado é o seu entendimento da importância do turismo para a economia do Rio Grande do Norte.

Em solenidade fortemente prestigiada nesta terça-feira, 17, ele estendeu o benefício, que valia apenas para os voos regulares, aos voos fretados, os chamados charters. Surfando na onda dos resultados obtidos desde fevereiro de 2015 (como o aumento de até 30% na ocupação média dos hotéis e pousadas do estado, a conquista de pelo menos uma nova frequência internacional - para Buenos Aires - e de algumas novas frequências nacionais, além de redução média de 10% nas tarifas aéreas para Natal), o governador parece ter acertado na mosca ao atender, mais uma vez, aos insistentes apelos do seu secretário de Turismo, Ruy Gaspar.

Basta uma pesquisa rápida na internet para se constatar que um casal de turistas de São Paulo - um dos principais pólo emissores para Natal - que quiser vir passar uma semana em Natal no mês de julho irá gastar de R$ 2.100 a R$ 3.500 com hospedagem e até R$ 3.300 com passagens aéreas.

Daí dá para ter uma ideia do peso do custo da passagem no valor total do pacote, algo em torno de 45%. Com um voo charter incentivado, as grandes operadoras podem fechar voos com seus clientes e reduzir em até 30% o custo da passagem aérea, tornando o destino muito mais convidativo.

Além disso, as companhias passariam a não mais bloquear um volume muito grande de assentos nos voos regulares - como fazem hoje, junto às companhias aéreas tradicionais-, aumentando a oferta desta modalidade de passagem e, consequentemente, também estimulando a redução do seu custo final ao consumidor.

A alta estação de julho, que se avizinha, é a época dos charters - historicamente é assim e foi assim lá na década de 90, quando o RN recebia até dez voos deste tipo, nacionais e internacionais, por semana. O governo afirma que já tem pelo menos três voos para aquele mês, como se diz, "apalavrados".

Vamos esperar e conferir.

 


Rio Grande do Norte pode fechar 2016 com mais de 200 mil desempregados

17/05/2016 14h58

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, disse que o desemprego poderia chegar a 14% se nenhuma medida fosse tomada para restaurar a confiança na economia, como iniciativas que influenciem a trajetória de evolução da dívida pública, por exemplo. A informação foi passada na reunião com as centrais sindicais realizada nesta segunda-feira (16).

Segundo o ministro, apesar das medidas que podem ser adotadas, não é possível frear bruscamente o crescimento dessa taxa que atualmente encontra-se em 11,4%. No entanto, é importante ressaltar que o crescimento dela será menor do que foi ano passado. Nesse sentido, o Brasil passaria de uma quantidade de 12 milhões de desempregados em 2015, para 15 milhões até o mês de dezembro deste ano.

Aplicando essa projeção ao cenário do Rio Grande do Norte, que hoje se encontra com uma taxa de 11,8% de desemprego (algo em torno de 177 mil potiguares sem trabalho), certamente em dezembro de 2016, se confirmadas as projeções de Meirelles, teremos 210 mil desempregados no RN, ou seja, cerca de 33 mil desempregados a mais.

Em 2015 o RN fechou, levando em consideração exclusivamente o mercado formal de trabalho, com saldo negativo de 12 mil desempregados. Contudo, o que assusta é o fato de que somente no primeiro trimestre deste ano, já são quase 10 mil cargos a menos.  Isso indica que provavelmente, teremos quase o triplo de fechamento de postos de trabalho que tivemos no ano anterior.

Porém, apesar do cenário nebuloso previsto para o país e para o estado, a expectativa com relação aos nomes que irão compor a equipe econômica de Henrique Meirelles é bastante positiva. Na manhã desta terça-feira (17) foi anunciado o nome Ilan Goldfajn para a presidência do Banco Central, e ontem foi divulgado o nome da economista Maria Silvia Bastos como responsável pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Além disso, outro aspecto positivo da nova gestão foi a realização da reunião com as centrais sindicais para discussão da reforma do sistema previdenciário brasileiro. 


Mercado financeiro projeta queda da economia em 3,88%

16/05/2016 09h23

A estimativa de instituições financeiras para o encolhimento da economia, este ano, foi levemente ajustada. A projeção para a queda do Produto Interno Bruto (PIB), soma de todos os bens e serviços produzidos no país, foi alterada de 3,86% para 3,88%. Para 2017, a estimativa de crescimento foi mantida em 0,50%. As projeções fazem parte de pesquisa feita todas as semanas pelo Banco Central (BC) a instituições financeiras.

A projeção de instituições financeiras para a inflação, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), este ano, foi mantida em 7%. Para 2017, a projeção foi reduzida de 5,62% para 5,50%, no sexto ajuste consecutivo.

As estimativas estão acima do centro da meta de 4,5%. O limite superior da meta de inflação é 6,5%, este ano e 6%, em 2017. É função do Banco Centra fazer com que a inflação fique dentro da meta. Um dos instrumentos usados para influenciar a atividade econômica e, consequentemente, a inflação, é a taxa básica de juros, a Selic.

Inflação

Quando o Comitê de Política Monetária do Banco Central aumenta a Selic, o objetivo é conter a demanda aquecida, e isso gera reflexos nos preços, porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Já quando o Copom reduz os juros básicos, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, mas a medida alivia o controle sobre a inflação.

O BC tem que encontrar equilíbrio ao tomar decisões sobre a taxa básica de juros, de modo a fazer com que a inflação fique dentro da meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional.

A projeção das instituições financeiras para a Selic, ao final de 2016, foi mantida em 13% ao ano. Para o fim de 2017, a expectativa passou de 11,75% para 11,50% ao ano. Atualmente, a Selic está em 14,25% ao ano.

A pesquisa semanal do BC também traz a mediana das expectativas para a inflação medida Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna (IGP-DI), que passou de 7,03% para 7,10%, em 2016. Para o Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M), a estimativa foi ajustada 7,35% para 7,34%, este ano.

A estimativa da inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (IPC-Fipe) passou de 7,04% para 7,14%, em 2016. A projeção para a cotação do dólar segue em R$ 3,70, ao fim deste ano, e em R$ 3,90, no fim de 2017.

*Agência Brasil

 


Anatel diz que não é proibido estabelecer limite de consumo para internet fixa

19/04/2016 10h32

Em meio à discussão sobre a limitação da banda larga fixa, o presidente da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), João Rezende, disse hoje (18) que a regulamentação da agência permite que as operadoras de internet fixa adotem um limite para o consumo.

“A Anatel não proíbe esse modelo de negócios, que haja cobrança adicional tanto pela velocidade como pelos dados. Acreditamos que esse é um pilar importante do sistema, é importante que haja certas garantias para que não haja desestímulo aos investimentos, já que não podemos imaginar um serviço sempre ilimitado”.

Determinação publicada hoje pela Anatel proíbe as empresas de restringir a velocidade, suspender serviços ou cobrar excedente caso seja ultrapassado limites da franquia dos clientes por 90 dias. Nesse prazo, as operadoras terão que comprovar que têm ferramentas que permitam ao consumidor identificar seu perfil de consumo, ser alertado sobre a possibilidade de esgotamento da franquia, além de acompanhar de maneira clara o tráfego de dados. Só depois de ter o plano aprovado pela Anatel, a empresa poderá praticar os limites de consumo.

“Não estamos proibindo a cobrança de serviços adicionais, mas estamos dizendo que é importante que as empresas disponibilizem aos usuários as ferramentas apropriadas para que haja o acompanhamento do seu perfil de consumo, os dados que está consumindo e quais são os aplicativos, os jogos e os serviços que mais consomem a sua franquia”, disse Rezende.

A franquia de consumo de internet já é adotada por empresas que oferecem banda larga móvel. Algumas reduzem a velocidade depois que o limite é ultrapassado, outras cortam o acesso à internet, dando ao consumidor a opção de contratar um pacote de dados maior.

Para o presidente da agência, as empresas estão falhando na comunicação com os clientes por não implementarem as ferramentas necessárias para que os usuários possam saber quanto estão consumindo diariamente. Rezende disse que as empresas cometeram um “erro estratégico” há alguns anos ao não perceber o crescimento do uso de internet no Brasil. “Percebemos um avanço progressivo no acesso à internet e é evidente que, em algum momento, esse modelo de negócios aconteceria, assim como ocorreu no serviço ilimitado em voz.”

Rezende também considera que as empresas ao longo do tempo “deseducaram” os consumidores, por oferecer internet sem limite de utilização. “Essa questão da propaganda, do ilimitado acabou de alguma maneira desacostumando os usuários. Foi uma má educação ao consumo que as empresas fizeram ao longo do tempo”, disse. Para o presidente da Anatel, a oferta das empresas tem que ser coerente com a realidade, ou seja, a operadora não pode dizer que um serviço é ilimitado e não praticar.

Posição das operadoras

A NET informou que os planos comercializados pela empresa sempre oferecem, nas suas especificações, velocidade de acesso e franquia mensal de consumo de dados. O contrato estabelece que quando a franquia for ultrapassada, a velocidade de acesso será reduzida e retomada no primeiro dia do mês seguinte. “Apenas clientes com utilização muito diferente da média ultrapassam as franquias estabelecidas”, diz a empresa. A regra vale para todas as conexões ativas de banda larga fixa da NET e está prevista em contrato desde o lançamento do serviço.

A Telefônica Vivo, que também controla a GVT, informou que está avaliando a medida cautelar divulgada pela Anatel e esclarece que não vem aplicando a franquia de dados para nenhum cliente de banda larga fixa. “Essa situação permanecerá por tempo indeterminado”, diz a operadora. A empresa diz que “quando e se vier a implantar o modelo de franquia para banda larga fixa”, fará uma ampla campanha de esclarecimento, em diversos meios de comunicação.

A TIM disse que não comercializa planos com franquia mensal de dados limitada do serviço TIM Live e não prevê mudanças nas ofertas atuais. Os planos são disponibilizados de acordo com a velocidade de conexão e com navegação livre. O TIM Live está disponível nas cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Duque de Caxias, Nova Iguaçu, Nilópolis e São João de Meriti.

A Oi disse que não vai comentar a decisão da Anatel, mas garante que atualmente não pratica redução de velocidade ou interrupção da navegação após o fim da franquia de dados de seus clientes de banda larga fixa “embora o regulamento de ofertas preveja a possibilidade.”

A Sky informou que não pratica franquia mensal de dados ou bloqueio do serviço após o consumo nos planos SKY Banda Larga, ainda que o regulamento do setor preveja essa possibilidade.

Fonte: Agência Brasil


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