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BC: queda da inflação está em velocidade aquém da pretendida

26/07/2016 10h26

Da Agência Brasil - O Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central (BC), considera que houve progressos no combate à inflação, mas esse processo está em velocidade "aquém da almejada". A informação consta das Notas da 200ª reunião do Copom, realizada nos últimos dias 19 e 20. No documento hoje (26) divulgado, o comitê detalha os motivos que levaram o colegiado a manter a taxa básica de juros, a Selic, em 14,25% ao ano.

No documento, o comitê diz que o cenário básico é de desinflação na economia brasileira nos próximos anos. Para 2016, as projeções do BC e do mercado apontam inflação em torno de 6,75%. Para 2017, a convergência da inflação para o centro da meta de 4,5% é uma expectativa do BC, mas no mercado a projeção de desinflação "ocorre em velocidade aquém da perseguida pelo comitê". Essas projeções são elaboradas com base em dois cenários: o de referência, do BC, feito levando em consideração a atual taxa Selic e câmbio, e o de mercado, em que são consideradas projeções das instituições financeiras para a taxa básica e o câmbio.

Debate

No debate entre os membros do Copom (diretores e presidente do BC), houve ênfase sobre o aumento recente dos preços de alimentos e a discrepância de aproximadamente 0,5 ponto percentual entre as expectativas de inflação apuradas na pesquisa Focus, feita junto a instituições financeiras todas as semanas, e as estimativas do comitê para 2016.

Em horizonte mais longo, diz o documento, os membros do Copom debateram sobre os impactos no nível de ociosidade na economia e da inflação ainda elevada. "Alguns membros ponderaram que, diante da desaceleração econômica observada até aqui, esperava-se uma queda maior da inflação. Outros membros chamaram a atenção para a desinflação de serviços já observada. Alguns membros do comitê esperam que os efeitos desinflacionários do nível de ociosidade na economia ainda possam vir a se manifestar de maneira mais intensa", observou.

Taxa Selic

O Copom concluiu o atual cenário indica não haver espaço para flexibilização da política monetária, ou seja, não há espaço para corte da Selic. O principal instrumento usado pelo BC para controlar a inflação é a taxa básica de juros, utilizada nas negociações de títulos públicos no Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic).

Quando o Copom aumenta a Selic, o objetivo é conter a demanda aquecida, e isso gera reflexos nos preços, porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Quando o Copom reduz os juros básicos, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, mas a medida alivia o controle sobre a inflação. Quando mantém a taxa, o Copom considera que ajustes anteriores foram suficientes para alcançar o objetivo de controlar a inflação. Desde julho de 2015, os juros básicos estão em 14,25% ao ano, no maior nível desde outubro de 2006.

Cenário externo

De acordo com o documento, alguns membros do Copom "mostraram-se relativamente otimistas no curto prazo em relação ao ambiente para ativos de economias emergentes". A avaliação é que os mercados financeiros reagiram positivamente aos estímulos adicionais de bancos centrais, após a decisão em referendo de saída do Reino Unido da União Europeia. Entretanto, todos os membros do Copom avaliaram que há riscos de médio e longo prazo associados à fragilidade da recuperação da economia global.

Preços administrados

A projeção do BC para o conjunto de preços administrados por contratos ou monitorados é 6,6%, em 2016, com redução de 0,2 ponto percentual em relação à projeção divulgada em junho deste ano. Para 2017, a estimativa é 5,3%, 0,3 ponto percentual acima da projeção do mês passado.

Mudanças

Nessa primeira reunião do Copom, sob o comando do novo presidente do Banco Central, Ilan Goldjafn, foram anunciadas mudanças na divulgação das decisões do colegiado. No dia de anúncio da decisão do Copom, na última quarta-feira, a nota passou a ser divulgada exclusivamente no site do BC, imediatamente após o término da reunião, a partir das 18 horas. Anteriormente, além da publicação no site, o BC anunciava a decisão para jornalistas.

O BC também mudou o formato dessa nota e da ata da reunião, divulgada hoje. O objetivo é deixar as informações mais claras. Também foi alterado o dia de divulgação da ata, que era às quintas-feiras da semana seguinte à reunião. Agora o documento é divulgado às terças-feiras.

Ao assumir o cargo, em junho, Goldfajn disse que um "elemento essencial" na atuação do BC em relação à taxa básica de juros, a Selic, e a inflação é "a comunicação contínua com a sociedade". O presidente do BC defendeu que a "comunicação precisa ser simples, direta e concisa de modo a transmitir da melhor forma a visão do Banco Central, inclusive, as incertezas quanto à perspectiva e diferentes trajetórias para a conjuntura econômica", disse. "A comunicação do Banco Central precisa também deixar claras as condições necessárias para as perspectivas apresentadas", acrescentou.

 


Governo Central tem maior déficit primário da história para maio

29/06/2016 07h47

A queda das receitas em meio ao crescimento de gastos obrigatórios fez o Governo Central (Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central) registrar o maior déficit primário da história para meses de maio. No mês passado, o resultado ficou negativo em R$ 15,494 bilhões, déficit 91,9% maior que o registrado em maio de 2015 (R$ 8,074 bilhões).

O déficit primário é o resultado negativo das contas do governo antes do pagamento dos juros da dívida pública. Com o desempenho de maio, o Governo Central acumula déficit de R$ 23,770 bilhões nos cinco primeiros meses do ano, o primeiro resultado negativo da história para o período. De janeiro a maio de 2015, a conta estava positiva em R$ 6,488 bilhões.

A queda da arrecadação provocada pelo agravamento da crise econômica continua a ser a principal causa do aumento do déficit primário em 2016. De janeiro a maio, as receitas líquidas caíram 5%, descontada a inflação oficial pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em relação ao mesmo período do ano passado.

Pressionadas pelos gastos obrigatórios, as despesas totais subiram 1,4% acima do IPCA nos cinco primeiros meses do ano. Apenas em maio, no entanto, os gastos caíram 1,8%, descontado o IPCA em relação a maio do ano passado.

Previdência

Os gastos com a Previdência Social subiram 5,2% além da inflação nos cinco primeiros meses do ano. As demais despesas obrigatórias cresceram 7,2% acima da inflação. Os gastos discricionários (não obrigatórios), no entanto, caíram 5,1%, descontado o IPCA. As despesas de custeio (gasto com a manutenção da máquina pública) caíram 7,4% de janeiro a maio.

Os investimentos - gastos com obras públicas e compra de equipamentos - somaram R$ 22,671 bilhões, recuo de 12,8% também considerando a inflação oficial. Os investimentos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) totalizaram R$ 16,447 bilhões, queda de 10,5% descontada a inflação.

Os investimentos do Programa Minha Casa, Minha Vida somaram R$ 2,565 bilhões, retração real de 61,1%. A queda deve-se principalmente à autorização para que a construção dos imóveis para a população de baixa renda seja financiada com recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), que passou a valer neste ano e diminuiu o uso de recursos do Orçamento no programa habitacional.

*Fonte: Agência Brasil

 


Inflação projetada pelo mercado financeiro sobe para 7,19%

13/06/2016 14h35

A projeção de instituições financeiras para a inflação, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), este ano, subiu pela quarta vez seguida, ao passar de 7,12% para 7,19%. Para 2017, a estimativa é mantida em 5,50% há quatro semanas. As projeções fazem parte de pesquisa feita todas as semanas pelo Banco Central (BC) e divulgada às segundas-feiras.

As estimativas estão acima do centro da meta de inflação de 4,5%. O limite superior da meta de inflação é 6,5%, este ano e 6% em 2017. É função do Banco Central fazer com que a inflação fique dentro da meta. Um dos instrumentos usados para influenciar a atividade econômica e, consequentemente, a inflação, é a taxa básica de juros, a Selic.

Quando o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central aumenta a Selic, o objetivo é conter a demanda aquecida, e isso gera reflexos nos preços, porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Já quando o Copom reduz os juros básicos, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, mas a medida alivia o controle sobre a inflação.

*Fonte: Agência Brasil

 


Em baixa, dólar atinge menor valor em quase um ano

09/06/2016 08h27

Sem intervenção do Banco Central pelo sexto dia de negócios seguido, o dólar fechou esta quarta-feira (8) a R$ 3,40, o menor valor em quase um ano. A queda foi de 2,28%, cotada a R$ 3,36 para venda.

Desde o dia 29 de julho do ano passado, quando o dólar fechou a R$ 3,32, o País não via um valor tão baixo. A última vez que a moeda havia fechado abaixo de R$ 3,40 foi um dia depois, 30 de julho do ano passado.

*Fonte: Panrotas

 


Confira comentário sobre a importância da redução do QAV para o turismo potiguar

19/05/2016 10h52

Merecedor de todos os louros e homenagens do setor turístico potiguar desde que, no início do seu governo, topou o desafio de reduzir o ICMS sobre o Querosene de Aviação - de 17% para 12% no caso dos voos doméstico e de 17% para 9% no caso dos voos internacionais - o governador Robinson Faria deu esta semana mais uma prova do quão consolidado é o seu entendimento da importância do turismo para a economia do Rio Grande do Norte.

Em solenidade fortemente prestigiada nesta terça-feira, 17, ele estendeu o benefício, que valia apenas para os voos regulares, aos voos fretados, os chamados charters. Surfando na onda dos resultados obtidos desde fevereiro de 2015 (como o aumento de até 30% na ocupação média dos hotéis e pousadas do estado, a conquista de pelo menos uma nova frequência internacional - para Buenos Aires - e de algumas novas frequências nacionais, além de redução média de 10% nas tarifas aéreas para Natal), o governador parece ter acertado na mosca ao atender, mais uma vez, aos insistentes apelos do seu secretário de Turismo, Ruy Gaspar.

Basta uma pesquisa rápida na internet para se constatar que um casal de turistas de São Paulo - um dos principais pólo emissores para Natal - que quiser vir passar uma semana em Natal no mês de julho irá gastar de R$ 2.100 a R$ 3.500 com hospedagem e até R$ 3.300 com passagens aéreas.

Daí dá para ter uma ideia do peso do custo da passagem no valor total do pacote, algo em torno de 45%. Com um voo charter incentivado, as grandes operadoras podem fechar voos com seus clientes e reduzir em até 30% o custo da passagem aérea, tornando o destino muito mais convidativo.

Além disso, as companhias passariam a não mais bloquear um volume muito grande de assentos nos voos regulares - como fazem hoje, junto às companhias aéreas tradicionais-, aumentando a oferta desta modalidade de passagem e, consequentemente, também estimulando a redução do seu custo final ao consumidor.

A alta estação de julho, que se avizinha, é a época dos charters - historicamente é assim e foi assim lá na década de 90, quando o RN recebia até dez voos deste tipo, nacionais e internacionais, por semana. O governo afirma que já tem pelo menos três voos para aquele mês, como se diz, "apalavrados".

Vamos esperar e conferir.

 


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