SELECT depoimentos.*,usuarios.nome as 'autor', usuarios.email as 'email', usuarios.funcao as 'autorfuncao' FROM depoimentos INNER JOIN usuarios ON (depoimentos.idusuario = usuarios.idusuario) WHERE (depoimentos.ativo > 0) AND (DATE(depoimentos.datacadastro) >= '2016-01-01') AND (DATE(depoimentos.datacadastro) <= '2016-01-31') AND (depoimentos.idusuario = 8) ORDER BY depoimentos.datacadastro DESC LIMIT 0,5 Portal Mercado Aberto
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Reunião do Conselho traz notícias boas e más notícias

29/01/2016 15h41

O Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, o Conselhão, se reuniu ontem (28) para definir novos rumos para a economia brasileira. E o resultado trouxe muitas más notícias e boas notícias questionáveis.

A boa notícia é a aprovação pelo Governo de um pacote de crédito de R$ 83 bilhões, desses, R$ 49 bilhões ainda não estão efetivamente liberados e precisam de aprovação no Congresso. Principalmente aquele item que fala sobre o uso do FGTS para que o trabalhador dê garantia no crédito consignado, com isso, em tese, o trabalhador aumentaria a sua margem de captação de recurso e poderia ter uma capitalização maior na hora de buscar o crédito. Outro recurso que ainda carece de aprovação no congresso são os R$ 17 bilhões destinados a obras de infraestrutura.

Mas por que o pacote não chega a ser uma boa notícia? Uma das coisas que precisamos para recuperar a economia é a retomada dos investimentos públicos, entretanto isso não foi anunciado. Esses R$ 83 bilhões já existem e são recursos que já estão nos bancos, principalmente os públicos, e buscar crédito nesse momento não é uma boa opção para ninguém. As taxas de juros estão extremamente altas e o nível de endividamento das famílias e das empresas só aumenta, não é o momento de pegar mais crédito. O que vai movimentar a economia são investimentos públicos e não facilitação de crédito para quem já não tem como pagar.

As duas más notícias anunciadas após a reunião são as que com certeza mais preocupam. O ministro da Fazenda Nelson Barbosa afirmou que a expectativa para que a inflação brasileira volte ao centro da meta, 6,5% ao ano, é para o final de 2017, ou seja, mais dois anos com inflação acima dos 9% ano, o que leva ao maior endividamento e menor poder de consumo da população.

Por fim, a outra má notícia é a de que vários empresários que compõem o Conselhão disseram que podem dar apoio à retomada da CPMF, caso o Governo faça sua parte e reduza as suas despesas. Ou seja, mais prejuízo para o cidadão que paga mais imposto e vê seu poder aquisitivo encolher a cada dia.  


FMI prevê queda de 3,5% no PIB brasileiro em 2016

20/01/2016 14h56

O Fundo Monetário Internacional (FMI) piorou ainda mais as perspectivas de um 2016 melhor para a economia, projetando em 3,5% a queda do nosso Produto Interno Bruto (PIB). Para fazer uma breve comparação, o ano de 2015 começou com expectativa de queda de 1,5% e fechou o ano com 3,8% de retração, segundo atualização do relatório "Perspectiva Econômica Global" divulgada nesta terça-feira (19).

É certo dizer que já andávamos pessimistas com 2016, pensando em queda de 1,5% a 2% em nosso PIB, mas o FMI vem mostrar que nossa situação é ainda mais frágil, com previsão de queda de 3,5% e recuperação prevista apenas para 2017, com sorte. E isso é péssimo para a economia brasileira, que continua cheia de incertezas sobre o futuro.

Lembrando que isso é apenas uma projeção, e a tendência é que o prejuízo em números reais seja ainda maior a exemplo do que aconteceu no ano passado, ou seja, é bem provável que a economia brasileira tenha uma retração acima desses 3,5% já previstos.

E dizer que o PIB caiu quer dizer que toda a economia do nosso país foi afetada, e não só os grandes empresários. Com a queda do Produto Interno Bruto, toda a economia é refreada, não há investimentos, não há crescimento, não há geração de emprego e renda, aumenta-se o índice de desemprego, diminui-se o poder de compra do trabalhador, cresce a inadimplência, um péssimo sinal para a economia e para nós trabalhadores.

Porém ainda há esperanças. Mesmo que em curto prazo, existe uma notícia boa. O presidente do Banco Central, Alexandre Tombini emitiu uma nota comentando sobre o caso e falou que todas as projeções seriam consideradas na reunião do Comitê de Política Monetária (COPOM), que se reúne nesta quarta-feira (20) para definir a nova taxa básica de juros, que hoje está em 14,25% ao ano. A taxa básica de juros, também conhecida como Taxa Selic é a responsável por nortear todos os juros que pagamos no dia a dia, desde o financiamento da casa própria até os juros do cheque especial. 

Portanto existe a expectativa de que o Banco Central mantenha a taxa no valor em que está ou aumente apenas 0,25%, o que seria bem abaixo do que se esperava antes desse anúncio. Elevar a Taxa Selic era uma decisão que o Banco Central já havia tomado, mas que ia de encontro com o Palácio do Planalto. Há quem diga que essa nota serviu apenas de pretexto para o alinhamento entre Banco Central e Palácio do Planalto.

Notícia boa para a população em geral que poderá pagar juros menores e aliviar um pouco mais o orçamento, pois a chance de terminarmos o dia com a Taxa Selic mantida é bem alta.



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